Sem folia

Para fugir do samba no sábado (18): exposições

Quatro exposições para quem não quer nem saber de Carnaval

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

Índia!
Cultura indiana: mostra 'Índia!' reúne 350 peças entre estátuas, vestimentas, pinturas e fotografias (Foto: Divulgação)

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  • Resenha por Jonas Lopes: Com curadoria de Guido Clemente, professor da Universidade de Florença, a mostra reúne 370 relíquias que nunca saíram da Itália provenientes de instituições importantes, entre elas a Galeria Uffizi, de Florença, e o Museu Nacional Romano. Há na seleção joias, mosaicos, esculturas, vestimentas e outros objetos que desvendam a trajetória do império surgido um século antes de Cristo. Dividida em quatro núcleos, a mostra aborda desde o impacto de líderes poderosos, a exemplo de Augusto, Nero e César, até as peculiaridades do dia a dia dos moradores, seus métodos de trabalho e hábitos religiosos. Sobressaem as estátuas de deuses como Fortuna, Júpiter, Marte e Vênus, embora anônimos também apareçam retratados. Foram trazidas três paredes com afrescos de Pompeia. E não ficaram de fora peças de uso diário. Elas surpreendem pela atualidade da forma: são anéis, talheres, pinças, lanternas, bisturis e um anzol de pesca. Até 22/04/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Fundado em 1948 por Ciccillo Matarazzo, o Museu de Arte Moderna quase foi extinto pelo próprio criador, no início dos anos 60. Matarazzo resolveu transferir toda a coleção para o então recém-nascido MAC-USP. Apenas por esforços de alguns conselheiros, o MAM conseguiu sobreviver, mas sem acervo nem sede. A recuperação começou em 1966, com a morte do colecionador Carlo Tamagni e a doação de 81 obras. Dois anos depois, o museu ganhou um novo espaço, no Parque do Ibirapuera. Agora, a exposição O Retorno da Coleção Tamagni apresenta o grupo completo de peças que garantiram o recomeço de uma das principais instituições paulistanas. A coleção só havia sido exibida na íntegra em 1968, numa mostra no Conjunto Nacional. Entre os destaques estão ícones modernistas como Tarsila, Volpi e Livio Abramo. Trabalhos contemporâneos são postos em diálogo no espaço expositivo. Caso da barulhenta instalação Totó Treme-Terra, do coletivo Chelpa Ferro, ou de um cavalete de vidro cravejado de tiros assinado por Marcelo Cidade, referência aos suportes elaborados por Lina Bo Bardi e usados para expor pinturas nos primórdios do Masp, posteriormente abandonados. Até 11/03/2012.
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  • Instalada desde 2004 na Rua Agostinho Cantu, a Galeria Leme está em novo endereço. Transferiu-se em dezembro para a Avenida Valdemar Ferreira, no Butantã, mantendo quase intacto o excelente projeto assinado por Paulo Mendes da Rocha em parceria com a Metro Arquitetos. Para inaugurar a sede, está em cartaz a mostra Transição. Nela, doze artistas registram o processo de mudança de um lugar para o outro. Patricia Osses, por exemplo, gravou em vídeo dois violoncelistas, um em cada local, executando uma peça de Antonio Vivaldi. Vestígios do edifício servem de material para instalações de Marcelo Cidade, André Komatsu e Sandra Gamarra. Sobressaem, por fim, as obras do fotógrafo Rogério Canella. Ele conseguiu dar contornos de abstração geométrica à imagem de uma reserva técnica. Preços não fornecidos. Até 15/02/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Tudo na mostra é monumental, bem de acordo com o local abordado: a população, de mais de 1 bilhão de pessoas, fala 23 línguas oficiais e se divide em cerca de 200 etnias. Foram reunidas pelo curador Pieter Tjabbes 350 peças, entre objetos sacros, estátuas, vestimentas, máscaras, pinturas e fotografias. A sobriedade da montagem é acertada, pois equilibra um pouco o tom exagerado, quase kitsch, intrínseco à cultura indiana. Um altar hindu aparece no hall do CCBB, e até figurinos da novela global Caminho das Índias (2009) estão contemplados. O cinema de Bollywood e o líder pacifista Mahatma Gandhi ganham homenagens específicas. Completam a montagem obras de dois artistas e um coletivo contemporâneos. Destaque para um vídeo de Vishal K. Dar que coloca Gandhi em situações hilárias no mundo moderno, inclusive soltando raio laser em uma nota de dinheiro. De 14/02/2012 a 29/04/2012.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO