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O herdeiro menos famoso dos Fasano faz sucesso na televisão

Fabrizio Fasano Jr., o "menino-problema" da família, leva o SBT ao segundo lugar na audiência com o 'Bake Off Brasil'

Por: Saulo Yassuda

Fabrizio Fasano
Fabrizio Jr.: “Só sei fazer dois ou três doces” (Foto: Leo Martins)

Desde a juventude, Fabrizio Fasano Jr. cultiva imagem oposta à do irmão Rogério. No ensino médio, enquanto o segundo colecionava medalhas de mérito escolar, o primogênito coroou seu histórico de notas baixas ao ser expulso do tradicional Colégio Dante Alighieri por agredir um professor que lhe tirou ponto numa prova. Na idade adulta, a diferença continuou evidente.

Líder do império de hotéis e restaurantes da família, que inclui os estrelados Fasano, Gero e Trattoria, o mais novo, hoje com 54 anos, é considerado um talento nos negócios. A caçula, Andrea, 52, cuida do bufê do clã, no Itaim Bibi. Já “Fabricinho”, 55, nunca exerceu a profissão de economista. “Não sei comandar”, diz, a respeito dos períodos em que trabalhou nas casas do grupo.

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Essa aura de “menino-problema” serviu para compor o papel de um popular jurado ranzinza no reality show culinário Bake Off Brasil, do SBT. O programa chega a alcançar a vice-liderança de audiência nas noites de sábado, com média de 10 pontos. Algumas de suas críticas na atração chegam a ser escatológicas. “Isso aí passou pelo seu sistema digestivo”, disse, certa vez, sobre o bolo de um candidato. As tiradas ácidas, no entanto, fazem sucesso. “Não há um dia em que eu não seja abordado na rua”, comemora.

Ao contrário da maioria dos colegas de atividade, não é um chef. “Ele é bom de comer, é o glutão da família”, brinca o irmão mais novo. “Sei preparar dois ou três doces”, confessa Fabrizio. O bom desempenho na TV levou o SBT a lhe propor a gravação de um novo reality para este ano. Ele negocia também com dois canais — um deles seria o próprio SBT — a estreia de Parceiros, série em que pilota uma moto BMW com um convidado na garupa.

Nos últimos anos, completava a renda dando a palestra de auto-ajuda “O que temos para hoje?”. Nessa área, porém, sofreu um revés. A frequência de convites caiu de três para um por mês. “Como posso falar de felicidade se fico pentelhando as pessoas na TV?”, diverte-se o jurado reclamão.

Fonte: VEJA SÃO PAULO