Tecnologia

Drones se espalham pela cidade para observar lugares e pessoas

Cada vez mais baratos e fáceis de operar, os robozinhos voadores equipados com câmeras já são usados em vídeos profissionais, projetos de engenharia e, claro, para bisbilhotar o quintal alheio

Por: Angela Pinho - Atualizado em

Drone no Viaduto do Chá - Capa 2337
Drone sobrevoa o Viaduto do Chá: alcance de 350 metros de altura (Foto: Mario Rodrigues)

Com ao menos 1,5 milhão de câmeras de vigilância espalhadas por São Paulo, circular anônimo pela multidão da metrópole há tempos é um privilégio em extinção. Na década passada, as imagens de satélite disponíveis no Google Earth revelaram as dimensões dos imóveis de qualquer bairro, com suas piscinas e jardins, e logo o Google Street View começou a flagrar nossas idas de moletom à padaria. Eis que, quando a expressão “big brother” parecia surrada, um novo tipo de olhar eletrônico está se disseminando pela capital. São os drones, robozinhos voadores, quase sempre dotados de filmadoras, que conseguem chegar a palmos de distância das janelas mais altas da Avenida Paulista e, segundos depois, dar rasantes pela mesma via, mirando os joelhos dos pedestres. Eles têm preços cada vez menores, são fáceis de operar e sobrevoam desde ruas movimentadas até recantos mais pacatos. Em breve poderão entrar em sua casa para vasculhar o seu quintal — ou será que isso já aconteceu?

+ Assista ao sobrevoo de um drone na Avenida Paulista

André Visconti e Guimarães pilotam drone no Viaduto do Chá - Capa 2337
André Visconti e Guimarães pilotam drone no Viaduto do Chá: alcance de 350 metros de altura (Foto: Mario Rodrigues)

O termo drone, ou “zangão” em inglês (ouça o zumbido chatinho da máquina e você vai entender), designa equipamentos aéreos comandados por um piloto a distância. Os maiores, que pesam mais de 30 quilos e decolam carregados de armamentos, viraram objeto de uma grande polêmica ao ser usados em missões militares para atacar inimigos sem pôr em risco a vida dos soldados. Nos últimos tempos, foram levados com esse objetivo ao Afeganistão e ao Iêmen pelo governo americano. Na versão civil, pesam por vezes menos de 1 quilo.

Em São Paulo, estão à venda tanto em redes como Ponto Frio e Walmart quanto em lojinhas da Rua Santa Ifigênia, no centro, com preços que vão de 380 reais a mais de 10 000 reais. Os modelos mais em conta são dotados de estrutura simples: em geral, uma bateria, um sensor no miolo e no mínimo quatro hélices nas pontas. Essas engenhocas viraram presença comum nas mãos de amadores no Parque do Ibirapuera, tornaram-se trunfo de corretores de imóveis que os utilizam para exibir aos clientes a vista que teriam em determinado andar, sobrevoam cartões-postais como a Sala São Paulo para a realização de vídeos institucionais e fazem tomadas cinematográficas em casamentos (o do jogador Paulo Henrique Ganso, em maio, na cidade de Caraguatatuba, no Litoral Norte, contou com o efeito especial).

ONDE A IDEIA DECOLOU

As áreas em que a engenhoca já foi adotada

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Na mídia, são o recurso da vez. O Fantástico, da Rede Globo, lançou mão do aparelho para retratar o quintal da família Pesseghini, morta no início de agosto em chacina na Vila Brasilândia, na Zona Norte. O jornal Folha de S.Paulo sobrevoou milhares de manifestantes em rotas como o Largo da Batata na cobertura dos protestos que tomaram a capital em junho. No humorístico Pânico na Band, transformaram-se em ferramenta de piadas. No último dia 18, um deles “invadiu” a casa do apresentador Otavio Mesquita, no Morumbi. Para mostrar do que a parafernália é capaz, a produção do programa filmou uma modelo de seu elenco de lingerie pelas janelas de um apartamento. “Olhe o que pode acontecer com você que está em um momento íntimo”, avisou o apresentador Daniel Peixoto, que pilotou a brincadeira.

A traquinagem de maior repercussão, porém, foi levada ao ar no dia 11, mostrando o aviãozinho da trupe, dotado de câmera e alto-falante, sobre a zona rural de Itu, onde é gravado o reality show A Fazenda, da concorrente Rede Record. Objetivo: fazer imagens e dedurar para a então confinada Scheila Carvalho que ela havia sido traída pelo marido, o que iniciou uma disputa entre as emissoras. Ao completar a espionagem, o equipamento caiu no local. Os apelos para sua devolução rendem até hoje mais assunto para o Pânico.

+ Saiba tudo sobre o reality A Fazenda no blog Pop! Pop! Pop!

Por dentro da máquina - Capa 2337
(Foto: Reprodução)

Reduzir a geringonça, no entanto, a mera bisbilhoteira ou produtora de cenas hollywoodianas seria subestimar uma revolução em curso. Fruto de uma tecnologia que se aperfeiçoou bastante nas últimas décadas, ela atua hoje a serviço de órgãos como o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), do governo do estado. Ali, a meta é a elaboração de mapas detalhados. Os primeiros trabalhos estão sendo feitos desde julho em Embu-Guaçu e Itapevi, na região metropolitana. “Se derem certo, poderemos usar os drones para vistoriar rios sem ter de levar equipes completas em barcos”, exemplifica o engenheiro Caio Cavalhieri. Na Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), está em estudo sua implantação para monitorar reservatórios.

QUANTO VALE O SHOW

Alguns dos modelos encontrados na capital

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É só o começo. No exterior, os propósitos são mais criativos. Os drones espantam gansos que emporcalham as praias de Ottawa, no Canadá, e entregam roupas da lavanderia Manayunk Cleaners, na Filadélfia, nos Estados Unidos. Nesse último caso, trata-se de uma peça de marketing: apenas um cliente escolhido por sorteio a cada mês tem direito à mordomia, e a peça não pode ultrapassar 2,3 quilos. No setor de segurança urbana, a tecnologia se tornou realidade em cidades como a inglesa Liverpool. No estado do Rio de Janeiro, um desses mini-helicópteros ajudou policiais a localizar, e depois prender, criminosos em um manguezal de Macaé. A caçada tecnológica ocorreu em 5 de agosto. Em São Paulo, a Secretaria de Segurança Pública não estuda, por ora, alçar voo nesse sistema, mas a novidade já chama a atenção do segmento privado. “Estamos pensando em desenvolver algumas versões terrestres dos drones, em carrinhos, para condomínios fechados”, diz Rafael Durante, diretor técnico da empresa Haganá.

ELES ESTÃO EM TODAS

Exemplos de uso do aparelho pelo mundo

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Com a demanda, profissionais especializados surgem na capital. Luís Neto Guimarães, de 24 anos, importou o primeiro exemplar em 2009. Estreou o negócio registrando um campeonato de skate para um fabricante de energéticos, mediante permuta (no caso, 24 latinhas do produto). Atualmente, seu principal filão é a publicidade, pois pode produzir tomadas antes inacessíveis para helicópteros, que nem sempre conseguem chegar perto do solo e cujo aluguel dificilmente fica abaixo de 1 000 reais por hora. Guimarães acumulou oito drones, ganhou um ajudante e está prestes a trocar o escritório de 16 metros quadrados por um cinco vezes maior.

Outro dos pioneiros na área foi o francês Eric Bergeri, que fundou a idrone.tv em 2010 na cidade. Hoje, administra uma frota com sete modelos. A principal demanda é audiovisual — a empresa já fez, por exemplo, gravações institucionais em lugares como a Estação Júlio Prestes e videoclipes como o da canção Reza, de Rita Lee. “Evitamos apenas filmar sobre aglomerações, por questão de segurança”, conta Regis Mendonça, diretor comercial da idrone.tv. O fotógrafo Edmilson Mendonça, especializado em publicidade, é outro que vem ganhando dinheiro com a máquina. “Até 2009, usava um balão movido a gás hélio para conseguir cliques aéreos, mas o custo era maior”, explica. Ele mesmo monta seus drones, juntando com cola de alta fixação as peças vindas separadamente do exterior.

Marcos Junior - Drone Mania - Capa 2337
Marcos Júnior, na Drone Mania, da Santa Ifigênia: dez unidades vendidas por mês (Foto: Lucas Lima)

Na região da Rua Santa Ifigênia, o aparelho tem causado burburinho. No estande Pinguim (entrada pela Rua Vitória, 244), o modelo chinês V959 custa 380 reais, com câmera incluída. Há, nas proximidades, uma loja batizada de Drone Mania, de Marcos Rodrigues Júnior. Ele comercializa equipamentos da marca francesa Parrot, que estão entre os mais populares no mundo para uso pessoal e pesam menos de meio quilo. Esses aparelhos são comandados pelo celular e saem por 1 800 reais em dezoito prestações. Em média, Rodrigues vende dez unidades e conserta trinta a cada mês. “A procura aumentou depois dos protestos de rua, quando ganharam notoriedade”, constata. O técnico de celular Kleiton Pena Pereira, de 29 anos, comprou o seu no início do ano. Já o manobrou no Pico do Jaraguá e no centro da cidade, por lazer. “O pessoal fica louco para saber o que é.”

Com tal facilidade de aquisição, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Aeronáutica trabalham em uma proposta de regulamentação que deverá ficar pronta neste ano. O objetivo é evitar que os zangões eletrônicos ponham aviões em risco – no Aeroporto JFK, em Nova York, o FBI abriu investigação em março depois que um piloto da Alitalia relatou a presença de um drone perto de sua rota. A Anac terá de definir se os robôs que flutuam por aí serão considerados aeronaves ou brinquedos. Essa diferença é importante porque, para a Aeronáutica, aeromodelos recreativos não precisam de autorização, desde que fiquem longe do pouso e da decolagem das aeronaves.

A discussão sobre privacidade e propriedade privada, enquanto isso, está só no começo. “Especialmente quando os aparelhos são conjugados com tecnologias de reconhecimento facial, é muito fácil que sejam utilizados tanto para vigilância estatal quanto para interesses particulares, como por paparazzi ou bisbilhoteiros de forma geral”, afirma Ronaldo Lemos, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, que prevê muita confusão no horizonte com a tecnologia. A era dos drones, como se vê, está apenas começando.

 

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  • Cozinha variada

    Praça São Lourenço

    Rua Casa do Ator, 608, Vila Olímpia

    Tel: (11) 3053 9300

    VejaSP
    17 avaliações

    Nos dias de sol, é o jardim arborizado que atrai primeiro as atenções do público que vem atrás do bufê de almoço (R$ 62,00, de segunda a sexta; R$ 107,00, nos sábados; R$ 116,00, nos domingos e feriados). De positivo, aparecem pedidas como a maminha braseada, a maçã ao curry e a couve- -for gratinada. Uma ou outra opção, no entanto, precisa de revisão, caso da salada de tomate, cebola-roxa e coentro, que costuma trazer folhas de rúcula murchas. No jantar, o lugar oferece apenas sugestões à la carte.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Brasileiros

    Tordesilhas

    Alameda Tietê, 489, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3107 7444

    VejaSP
    9 avaliações

    Há quase três décadas Mara Salles não erra a receita. A chef e dona do Tordesilhas exibe os predicados logo na comissão de frente (R$ 42,00, para dois), uma combinação de quitutes, entre eles pastel de camarão e abobrinha-brasileira marinada. Clássico da culinária do Espírito Santo, a moqueca capixaba pode ser encontrada numa versão vegetariana de banana-da-terra (R$ 55,00). O sertão nordestino aparece na carne-seca com baião de dois, abóbora assada e vinagrete de maxixe (R$ 65,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Naturais

    Moema Natural - Jauaperi

    Alameda Jauaperi, 1332, Moema

    Tel: (11) 5542 8399

    VejaSP
    Sem avaliação

    De olho em quem busca uma alimentação mais saudável, a chef da casa, Rita de Cássia Boarges, também dá aulas de culinária natural. Seu bufê de almoço custa R$ 30,00, de segunda a sexta, e R$ 38,00, aos sábados, domingos e feriados. Entre as saladas e pratos quentes, há espaço para carne branca, como peixe, frango e até camarão. Com vegetais, oferece carpaccio de abóbora, cenoura salpicada de gergelim e berinjela polvilhada de nozes. Para a sobremesa, revezam-se opções como merengue de damasco, cheesecake na calda de gengibre e cuscuz doce de amendoim na calda de ameixa preta. Quem frequenta a casa depois de um passeio no Parque do Ibirapuera pode deixar o cachorro no jardim, sem problemas.

    Preços checados em 21 de março de 2016. 

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  • Japoneses

    Tempura Ten

    Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 2050, Bela Vista

    Tel: (11) 99622 3582

    VejaSP
    2 avaliações

    Pura gentileza, Tiyoko Imai e o filho, Makoto, recebem a clientela para uma degustação de bons tempurás (R$ 120,00) no jantar. É ela quem faz o papel de chef que antes pertencia ao marido, Masaomi Imai, mestre nessa arte morto no ano passado. Ainda que sem a mesma excelência, é possível provar pequenas joias envoltas numa renda de farinha, entre elas o camarão e a massa de palmito na folha de shissô. No almoço, há karê rice e milanesas de lombo, frango, peixe e camarão (R$ 40,00 a R$ 60,00 cada uma).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Bar-restaurante

    Bar da Dona Onça

    Avenida Ipiranga, 200, Centro

    Tel: (11) 3257 2016

    VejaSP
    31 avaliações

    No decorrer do ano, a chef Janaina Rueda apareceu em programas de TV, reformulou a merenda da rede estadual e ajudou o marido, Jefferson Rueda, a montar A Casa do Porco Bar. Mesmo tão ocupada, ainda conseguiu manter a qualidade desta casa. Reinam no menu receitas difíceis de não agradar, como a moela úmida de aperitivo (R$ 43,00) e o mexido de arroz, feijão, carne moída, couve e farinha coberto de ovo frito (R$ 49,00). Saboroso, o bloody mary (R$ 32,00) é uma ótima maneira de iniciar a petiscaria.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Sorveterias

    Bacio di Latte - Consolação

    Rua Bela Cintra, 1829, Consolação

    Tel: (11) 3063 2084

    3 avaliações

    Sem precedentes no ramo das sorveterias, o sucesso de público da marca pode ser medido pelas longas filas nas unidades da cidade. Numa espécie de dilema da clássica propaganda do biscoito, fica a dúvida: o sorvete é tão gostoso porque está sempre fresquinho, ou vice-versa? Entre os sabores extremamente cremosos estão o nerissimo (amargo feito sem leite) e o gianduia crocante (acrescido de avelã). Outros hits são figo, doce de leite, banana e menta. Na casquinha ou no potinho, peça os tamanhos pequeno (R$ 10,00), médio (R$ 12,00) ou grande (R$ 14,00) — de acordo com a gula.

    Preços checados em 21 de março 2016.

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  • Personagens felinos não são incomuns em montagens infantis. Em cartaz no teatro do MuBE, O Beco dos Gatos sobressai pela história delicada e pelas boas canções compostas por Adilson Rodrigues. Tocadas ao vivo por Wagner Passos, no piano, e Vitor Menegheti, na percussão, elas ajudam a narrar a trama centrada em Zé dos Gatos (Menegheti), um morador de rua. Solitário, ele encontra amizade em quatro bichanos: Edgar (Maurício Colantoni), Mortadela (Lucas Lentini), Pepê (Daniela Mota) e a divertida Socorro (Leila Bass). Eles se dão bem e parecem uma família, até que a rua onde vivem precisa ser interditada para a construção de um prédio de luxo. A fim de salvála, eles resolvem encenar uma peça de teatro. Apesar do tema social um pouco pesado, o espetáculo possui momentos cômicos para aliviar. Agrada, por exemplo, o momento em que eles cantam uma divertida versão de Bohemian Rhapsody, do Queen. Estreou em 3/8/2013. Até 26/6/2014.
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  • Com quase vinte anos de carreira, o Palavra Cantada, formado por Sandra Peres e Paulo Tatit, faz quatro apresentações especiais de Natal no Theatro Net, às 17h. No repertório estão os sucessos conhecidos pelos pequenos e músicas natalinas com um coral composto por crianças. Ao final do espetáculo haverá uma surpresa: o Papai Noel sobe ao palco em seu trenó em clima de festa. Dias 6, 7, 13 e 14/12/2014.
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  • Entre 1991 e 2012, o Masp organizou dezoito exposições de fotografia brasileira em parceria com a Pirelli. As mostras acabaram se tornando repetitivas, daí a decisão de alterar o formato com a FotoBienalMASP. Agora nomes estrangeiros também participam, tal como outros suportes relacionados às fotos. Apesar da boa intenção, o resultado decepciona um pouco. O percurso pode cansar o espectador pelo excesso de registros de performances, gênero cada vez mais datado. Isso é notável nos gritos primais de Rodrigo Braga no vídeo Mentira Repetida. Vale então se concentrar nos acertos, caso do uso de filtros noturnos por Luiz Braga e das imagens da Casa de Vidro, projetada pelo arquiteto americano Philip Johnson e clicada por Mauro Restiffe. De 16/8/2013 a 17/11/2013.
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  • Filho do escultor Amilcar de Castro (1920-2002), Rodrigo é também um pintor de renome. Ele mostra vinte obras, entre pinturas e trabalhos sobre papel. Preços não fornecidos. De 14/8/2013 a 6/9/2013.
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  • Uma nova versão para a tragédia de Sófocles é levada ao palco pelo grupo Os Satyros em Édipo na Praça. Interpretado pelo português Óscar Silva, o personagem do título está predestinado a matar o próprio pai e casar-se com a mãe, Jocasta (papel de Cléo de Páris). Isso quase todos sabem. Portanto, os atores Robson Catalunha e Henrique Mello iniciam a sessão, dentro do teatro, com uma espécie de teste de conhecimentos com a plateia. O jogo serve para aproximar atores e público. Em seguida, o elenco apresenta a história sem fazer mudanças no enredo original. Dois artifícios usados pelo diretor Rodolfo García Vázquez despertam interesse pela montagem. Um deles é a parceria com o Coral da Cidade de São Paulo que, sob a regência de Luciano Camargo, permanece em cena o tempo todo, numa referência ao teatro grego. Outro são as sequências do segundo ato ao ar livre na Praça Roosevelt — Os Satyros, aliás, foram responsáveis pelo começo da sua revitalização, em 2000. Desde a reinauguração da praça, no fim do ano passado (2012), nenhuma companhia havia de fato ocupado o lugar. Atores, coro e espectadores saem em cortejo pelas redondezas e dividem o espaço com os skatistas e curiosos que circulam por ali e chegam a interagir com os atores. Se por um lado houve uma tentativa de sair do lugar-comum ao levar a peça para a rua, por outro as cenas perdem impacto nesse momento. Sobretudo pela dificuldade de ouvir o que dizem os atores. Trata-se, enfim, de um espetáculo interessante, porém longe de ser surpreendente. Estreou em 16/8/2013. Até 8/12/2013.
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  • Escrita por André Roussin, a comédia ganhou adaptação e direção de Carlos Artur Thiré. Uma matriarca italiana (personagem de Rosi Campos) faz de tudo para manter a família unida e bem-vista perante a sociedade. Ela tem dois filhos gêmeos (interpretados por Leonardo Miggiorin), que se comportam de maneiras distintas e não tarda para um deles virar alvo dos vizinhos. Com Carlo Briani e Débora Gomez. Estreou em 2/8/2013. Até 16/3/2014.
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  • Filha do grande cantor e compositor Itamar Assumpção, Anelis Assumpção conquistou seu lugar na cena independente com influências de dub, reggae, samba e afrobeat. Desde 2014, roda com o elogiado disco Anelis Assumpção e os Amigos Imaginários, de arranjos bem-acabados que exaltam a voz afinada da moça. As faixas Cê Tá com Tempo?, a mais agitada Minutinho e Eu Gosto Assim mostram sua versatilidade. Dia 2/12/2016.
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  • O cantor pernambucano lança Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos, de 2009, em versão vinil. Dias 03 a 05/06/2016.
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  • Poucas coisas na vida são tão inesquecíveis quanto as férias na infância. Atriz de Antes da Meia-Noite, a francesa Julie Delpy não poderia ser mais certeira no registro de suas memórias como na comédia O Verão do Skylab, o quarto longa-metragem que ela dirige. A pré-adolescente Albertine (Lou Alvarez) é a Julie do passado que, acompanhada dos pais (papel da própria cineasta e de Eric Elmosnino), vai até Saint-Malo para passar o verão de 1979. Nessa cidade litorânea da Bretanha, a jovem reencontra avó, primos, tios e tias. Trata-se, enfim, de um grande grupo, cheio de papos, qualidades e defeitos. A atenta observação da menina aos problemas familiares vai moldar sua personalidade — não à toa, a história abre com Albertine já adulta (na pele de Karin Viard) com um afiado senso de justiça. O Skylab do título refere-se à estação espacial americana cujos destroços caíram na Terra justamente naquela época e viraram motivo de pânico para Albertine. Meio ingênua, meio neurótica, a garota protagoniza tiradas imprevisíveis e momentos ternos. Estreou em 30/8/2013.
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  • Localizada a 500 quilômetros de Moscou, a comunidade de Neya reúne descendentes do povo merjan, que possui hábitos próprios. Miron (Yuriy Tsurilo) acabou de perder a mulher, a jovem Tanya (Yuliya Aug), e precisa fazer o funeral seguindo as tradições de seus ancestrais. Para isso, pede ajuda ao amigo Aist (Igor Sergeev), também narrador desse drama russo, laureado com quatro prêmios no Festival de Veneza de 2010. Numa viagem de carro em direção à região do Rio Volga, onde o casal passou a lua de mel, os colegas terão uma densa jornada de autoconhecimento. Além de esteticamente rigorosa, a fita traz à cena curiosidades dos rituais, como banhar o morto em vodca antes de queimar o corpo. Estreou em 30/8/2013.
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  • Dois anos atrás, Os Smurfs fez sucesso entre adultos e crianças devido à azeitada mistura de comédia e aventura e por ser um filme com atores e animação (na linha da bem-sucedida cinessérie Alvin e os Esquilos). Esperava-se, portanto, uma continuação de nível semelhante. Uma pena: Os Smurfs 2 destina-se só à meninada mais nova. A fórmula volta reciclada e sem brilho, mesmo com os roteiristas e o diretor de antes. Na trama, Smurfette é raptada a mando de Gargamel (Hank Azaria), que vive dias de glória em Paris apresentando-se como mágico. Ele também criou os seres acinzentados Vexy e Hackus para ajudá-lo em suas vilanias. Papai Smurf e mais três azuizinhos (entre eles o afetado Vaidoso) vão pedir ajuda ao casal de nova-iorquinos Patrick e Grace (Neil Patrick Harris e Jayma Mays). Todos, então, se mandam para a capital francesa a fim de resgatar a pequenina. Em locações esplêndidas, Paris raras vezes foi tão bem fotografada. Os efeitos visuais mantêm a qualidade, e os personagens animados parecem ainda mais reais. Contudo, uma narrativa antenada com o mundo infantil de hoje tornaria o programa menos morno. Extremamente ingênua, a história soa encalhada no túnel do tempo. Estreou em 2/8/2013.
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  • Entre os tantos caminhos abertos pelo documentário brasileiro, poucos oferecem tantas armadilhas quanto o do registro em primeira pessoa. Como transformar, por exemplo, uma tragédia íntima em um filme abrangente? A diretora mineira Petra Costa, de 29 anos, passa no teste em Elena, seu longa de estreia, vencedor de quatro prêmios no Festival de Brasília de 2012: melhor documentário (segundo o júri popular), direção, montagem e direção de arte. A cineasta foi a Nova York para repetir uma viagem feita no fim da década de 80 pela irmã mais velha, Elena — na época, ela queria tentar a sorte como atriz. Não convém revelar quando ou como Elena morreu; afinal, quanto menos se sabe, maior o impacto. Apesar do excesso de cacoetes de fitas de arte (são muitas as cenas desfocadas, além da narração em off excessiva), Petra usa um rico acervo de imagens para compartilhar com o público a dor da perda e as tentativas difíceis de superação. Estreou em 10/05/2013.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO