Dia das mães

Dez programas em família na Zona Norte

Programação na região é regada a muita comida e várias opções de atividade ao ar livre

Por: Carolina Romanini e Mayra Maldjian - Atualizado em

Fafá de Belém
Fafá de Belém: show em homenagem às mães com a filha Mariana (Foto: Divulgação)

Para os moradores da Zona Norte, um dia agradável resume-se a comer bem e passar momentos agradáveis em família. Não espere muito glamour dos passeios na região, que mais lembra uma cidade do interior do que um bairro da movimentada capital. No Dia das Mães, a programação não é diferente, regada a muita comida e várias opções de atividade ao ar livre, afinal, o bairro está cercado por dois dos maiores parques da cidade, o Parque da Juventude e o Horto Florestal.

SHOW DA FAFÁ DE BELÉM + ALMOÇO + GRAFITE

Próximo à estação Carandiru do metrô (550 metros, 7 minutos a pé), o Parque da Juventude monta um palco para receber Fafá de Belém e sua filha Mariana Belém. O encontro, marcado para as 16h30, faz parte de uma série de atividades em homenagem às mamães. Antes do show, atravesse a rua e peça uma porção do restaurante com jeitão de boteco à beira-mar O Pescador, um dos mais antigos da região. Se já tiver almoçado, vale encerrar o dia provando um dos caldinhos da casa. Outra opção é passar o fim de tarde no pátio da Biblioteca de São Paulo, no mesmo complexo do parque. Dali é possível ver grafites de cerca de cinquenta artistas nas pilastras do metrô, na Avenida Cruzeiro do Sul, uma galeria de arte urbana a céu aberto.

FESTIVAL DE CIRCO + COMIDINHAS DE BOTECO

Localizado na Avenida Luiz Dumont Villares (apelidada de Avenida Nova pelos locais), o Sesc Santana recebe os últimos espetáculos do Festival Internacional Sesc de Circo: Clake - Circo Amarillo, às 14h (grátis), Cabaré Três Vinténs, às 17h (grátis), e o canadense Le Retour - Les Parfaits Inconnus, às 18h  (R$ 32,00). Se for de metrô, desça na estação Jardim São Paulo – Ayrton Senna, da linha azul. Agradável, a caminhada dura onze minutos (1,3 km). Se preferir, pegue um táxi –os motoristas do ponto da praça ao lado da estação fazem corridas curtas numa boa. Antes ou depois do passeio cultural, vale provar o bolinho de calabresa apimentado e a posta de bacalhau empanada e frita (R$ 25,00) da Cachaçaria Bar do Zé. Os quitutes fazem parte do festival Comida di Buteco, que também termina no Dia das Mães. Do Sesc até o bar, o trajeto a pé é de dezessete minutos (1,7 km). Do metrô até lá, são nove (650 m).  Se a preguiça bater, dê uma volta na própria avenida do Sesc, onde está a maior concentração de bares da região.

COXINHA + CERVEJA IMPORTADA + SUNDAE NA PRAÇA

Porção de coxinhas com catupiry do Frangó
Porção de coxinhas com catupiry do Frangó (Foto: Fernando Moraes)

O Largo da Matriz da Nossa Senhora do Ó mais lembra uma cidadezinha do interior. Uma tarde ensolarada de domingo é o cenário perfeito para bebericar umas cervejas importadas acompanhadas de mini coxinhas de frango com catupiry no Frangó (R$ 26,00 a porção com dez unidades). Dispense as sobremesas pouco atraentes do local e caminhe pela praça até a Sorveteria Doce Encontro, a poucos metros dali, para uma tradicional taça de Sundae. Um passeio à moda antiga que sua mãe, certamente, irá amar. Vá de carro.

COMIDA ARMÊNIA + LOJA DE SAPATOS + SORVETINHO NA PRAÇA

Uma das poucas cozinhas armênias da cidade, a Casa Garabed assa esfihas em forno a lenha há mais de sessenta anos. Na versão aberta, prove a de bastrmá (carne bovina seca; R$ 8,70) e a de pernil de cordeiro com pinhole e hortelã (R$ 9,80). Saindo do almoço, que tal dar uma olhada nos sapatos da Jorge Alex, que fica a 550 metros dali? A loja sempre tem algum par em promoção. Feito isso, desça a Rua Doutor César em direção à Avenida Brás Leme. No número 2335, há uma padaria e ao lado uma pracinha, lugar ideal para tomar um sorvetinho e observar o movimento. No arborizado canteiro central, famílias passeiam com cachorros; ali também funciona a ciclofaixa.

MOCOTÓ + ACARAJÉ

Mocotó: refeição completa por cerca de 27 reais Foto 2
Mocotó: sabores do sertão nordestino na Zona Norte (Foto: Heudes Regis)

Para garantir uma mesa no Mocotó é preciso chegar cedo –muito cedo. Mas se ainda assim a fila demorar, na próxima esquina está o Acarajé da Dona Inês, que serve o quitute baiano feito na hora. Vale a pena garantir o seu e depois voltar ao vizinho para uma deliciosa caipirinha, que pode ser saboreada na rua mesmo. Para chegar, desça na estação Tucuruvi da linha azul do metrô e pegue um táxi (cerca de R$ 15,00 na bandeira 2) ou o ônibus 121G-10 - Parque Novo Mundo na Av Dr. Maria Laet. Você deve descer no ponto que fica na esquina da Avenida Gustavo Adolfo com a Avenida Nossa Senhora do Loreto.

HAMBÚRGUER + DOCINHOS + RODA DE SAMBA

Parada obrigatória na ZN, a tradicional Marques Hambúrguer oferece, entre outras opções, um saboroso bife artesanal de calabresa coberto por queijo prato. Um táxi do metrô Santana te deixa ali em menos de dez minutos. Depois do almoço, um docinho no Amor aos Pedaços, a dois minutos a pé, cai bem. Para as mamães que curtem dançar, a Vila do Samba (2,1 km), na Casa Verde, fica a quatro minutos de táxi. Se quiser pular toda a programação anterior, a partir das 14h rola churrasco e roda de samba com o grupo Batuque de Corda na casa. Até as 18h, homem paga R$ 20,00 de entrada, e mulher, R$ 20,00. Após as 18h, os valores sobem para R$ 20,00 e R$ 30,00, respectivamente.

COMIDA JAPA + CAFÉ BADALADO + BARZINHO

Para quem quer sossego, as ruas arborizadas do Jardim França, bairro formado basicamente por casinhas e casarões, são o destino ideal. Comece o passeio na hora do almoço pelo restaurante japonês Matsuya, um dos mais concorridos da região. Chegue cedo, ao meio-dia, para não cair na fila de espera. No dia, o rodízio sai por R$ 41,90 por pessoa. Siga, então, para a padaria e confeitaria mais badalada do bairro, a Paris (1km) . Um cafezinho acompanhado de uma torta mousse napolitana alegram a tarde. A 600 metros dali fica o Mercearia ZN, barzinho aconchegante instalado num casarão com varanda. Para beber, chope Brahma; para petiscar depois da andança, gomos de linguiça calabresa com mussarela de búfala e batata chips –prato participante do festival Comida di Buteco.

PIQUENIQUE NO PARQUE

Horto Florestal Tour Virtual SPTuris
Horto Florestal: macacos-prego, garças e tucanos povoam o Parque Estadual Alberto Loefgren, na zona norte (Foto: Reprodução)

Para fugir das filas de restaurantes e outros estabelecimentos disputados, uma boa opção para as famílias com crianças pequenas é organizar um piquenique no parque – é claro, se o tempo colaborar. Aos pés da Serra da Cantareira, o Horto Florestal possui 174 hectares bem administrados. Ao todo, são cinco mesas ao lado da ampla área verde destinadas ao piquenique, mas basta levar a toalhinha e toda a área gramada do parque pode ser usada para a refeição. Os churrascos, antes aceitos, agora são proibidos em todo o parque, mas levar a cestinha com os lanchinhos está liberado. O caminho mais fácil, se você não está de carro, é pegar o metrô (desça na estação Parada Inglesa) mais ônibus (2740-41 - Horto Florestal).

TRILHA NA SERRA + COMPRINHAS NO VELHÃO

Pedra Grande - Parque Estadual da Cantareira
Parque Estadual da Cantareira: vista de arrepiar da Pedra Grande (Foto: Guilherme Tosetto)

Se a sua mãe faz o estilo aventureira, porque não comemorar o seu dia em meio à natureza? A Trilha da Pedra Grande, no Parque Estadual da Cantareira, é organizada todos os sábados, domingos e feriados, entre 8h e 16h. Tem um total de 9,6 quilômetros de extensão (ida e volta) e uma vista de arrepiar. Para continuar a caminhada na serra, siga até o Velhão (Estrada Santa Inês, 3000 - Mairiporã) para bisbilhotar as lojinhas de artesanato e, quem sabe, uma pausa para o almoço. Vá de carro.

BAR DO LUIZ FERNANDES

Premiado pelo Comer & Beber 2012/2013 como o melhor bolinho da cidade, no caso, o de carne, o Bar do Luiz Fernandes é o local indicado para estender o almoço de Dia das Mães para uma tarde inteira de petiscos com a família. Outra boa pedida entre os comes é o carequinha, um ovo de codorna envolto em massa de alheira e linguiça blumenau. Se quiser deixar o carro em casa, desça no metrô Santana e pegue um táxi ou um ônibus (1756-10 - Pedra Branca).

Fonte: VEJA SÃO PAULO