Exposições

Dez mostras imperdíveis

Lasar Segall, Christopher Makos, Cao Guimarães, Vik Muniz... Museus e galerias vivem um momento efervescente na cidade. Conheça o melhor da programação hoje

Por: Leandro Quintanilha - Atualizado em

Lady Warhol - 35mm 6 frame 23 (2)
35mm 4 frame 12 (Foto: Christopher Makos)

Algumas das atrações de artes plásticas mais relevantes do momento:

  • O curador Tadeu Chiarelli, ao lado de Cristina Freire, pinçou 85 obras entre cerca de 10.000 do acervo do MAC-USP. Estão ali desde obras modernistas, como Autorretrato (1919), de Modigliani, e A Negra (1923), de Tarsila, até peças contemporâneas de Albano Afonso e Marina Saleme. De 06/04/2013 a 27/10/2013.
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  • O fotógrafo paulistano exibe quarenta imagens feitas sobretudo nos últimos três anos, embora a seleção tenha poucos exemplares clicados nas décadas de 70 e 90. A série Viagem pelo Fantástico, do fim dos anos 60, tornou Kossoy conhecido por abordar elementos absurdos inseridos no cotidiano. Agora, ele deixa de lado as cenas previamente pensadas, próximas da ficção, e aposta no acaso para alcançar o mesmo resultado. O gosto pelos personagens lúgubres e misteriosos persiste, como é o caso de um vulto escuro num metrô de Washington. Preços não fornecidos. De 13/03/2013 a 19/04/2013.
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  • Ver É uma Fábula é uma ampla retrospec tiva da carreira do cineasta, fotógrafo e videoartista mineiro. Sob curadoria de Moacir dos Anjos, a mostra reúne vinte vídeos — quatro deles feitos em parceria com Rivane Neuenschwander. Não deixe de ver a divertida série Gambiarras. De 28/03/2013 a 01/06/2013.
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  • O limite entre o masculino e o feminino já foi explorado em muitas áreas, como a filosofia, a psicanálise e, claro, a arte. Com a proposta de transitar nessa fronteira de gêneros, o fotógrafo Christopher Makos e o artista plástico Andy Warhol resolveram provocar os espectadores com a série Imagem Alterada, produzida em 1981. A figura andrógina do ícone da pop art serviu como perfeito modelo para a experimentação, intitulada Lady Warhol. Cinquenta fotos apresentam Warhol numa transformação crescente, que vai de uma maquiagem leve com figurino tipicamente masculino à completa metamorfose em uma diva. A inspiração da dupla de amigos e parceiros veio do trabalho do fotógrafo americano Man Ray, de quem Makos foi assistente nos anos 70. Em 1921, Ray retratou o pintor Marcel Duchamp caracterizado como o personagem feminino Rrose Sélavy. O trabalho de Makos e Warhol atualizou a questão e certamente ultrapassou os propalados quinze minutos de fama. MAM. De 17/4/2013 a 23/6/2013. Produção intensa: em apenas dois dias, Warhol usou oito perucas e Makos tirou 349 fotografias.
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  • As 67 obras da exposição Di Humanista foram divididas em núcleos que ilustram interesses do modernista: Vida Real, Mulheres, Boemia e Carnaval, Gente (Trabalhadores e Famílias) e Política. De 06/04/2013 a 27/10/2013.
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  • A imagem de uma mulher de perfil, com um manto vermelho sobre a cabeça, é de uma “santa” que não possui altar, capela nem sequer faz parte de uma instituição religiosa. Ela intrigou o artista belga Francis Alÿs. A história de Fabíola foi contada pela primeira vez pelo cardeal Nicholas Wiseman no romance Fabíola ou A Igreja das Catacumbas, de 1854. Antes disso, quase ninguém sabia da existência dessa romana. No século IV, ela se casou duas vezes e, após a morte de seu segundo marido, decidiu se dedicar à filantropia. Mas foi a partir da figura imaginada pelo francês JeanJacques Henner (1829-1905), autor da primeira pintura da mulher, exposta no Salão de Paris de 1885, que ela se tornou conhecida e passou a ser reproduzida em todo o mundo. O sem fim de imagens encontradas em mercados populares, antiquários e coleções particulares na Europa e nas Américas levou Alÿs a reuni-las em uma única mostra. São 400 retratos de Santa Fabíola, de diversos tamanhos e materiais, feitos tanto por profissionais quanto por amadores. Há trabalhos realizados com bordado, esmalte, sementes e feijões. Na maioria deles, a santa está com o perfil virado para a esquerda de quem observa, mas é interessante notar alguns poucos modelos que preferiram o lado direito. A exposição, organizada pela Dia Art Foundation, de Nova York, já foi vista na Inglaterra, Espanha, Suíça e Peru, e ocupa uma sala na Pinacoteca — por isso, ganha um impacto ainda maior. Uma prova de que o fenômeno da multiplicação também pode virar arte. De 5/4/2013 a 7/7/2013.
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  • Assim que se entra na sala da Casa de Vidro, a primeira percepção é de um forte cheiro de café. Na vitrola, um disco toca uma agradável música instrumental. Ouve-se, então, uma voz masculina, que ordena em italiano: “Lina, va fare un caffè!”. A impressão que se tem é de que a arquiteta Lina Bo Bardi, moradora daquele imóvel até a sua morte, em 1992, vai trazer uma bandeja para servir os visitantes. Essa obra sensitiva de Cildo Meireles, Pietro Bo (2012/2013), sobressai na mostra, em cartaz onde hoje funciona o Instituto Bardi. O curador Hans Ulrich Obrist convidou 34 artistas e arquitetos nacionais (Waltercio Caldas, Paulo Mendes da Rocha e outros) e estrangeiros (como Olafur Eliasson e Sarah Morris) para produzir obras inéditas para o projeto. Ali, elas se misturam ao mobiliário original da residência, sem uma diferenciação entre casa e museu. Algumas peças estão em exibição no Sesc Pompeia. De 05/04/2013 a 30/05/2013. Patrimônio da cidade: projetada pela própria Lina, a Casa de vidro foi erguida em 1950 e tombada 37 anos depois.
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  • O centenário da primeira individual do artista lituano no Brasil ganha celebração do museu que leva seu nome. 50 Obras do Acervo inclui raridades, caso de Asilo de Velhos (1912), cujo ar esfumaçado lembra mais o impressionismo francês do que o expressionismo germânico pelo qual Segall se tornou famoso. Das telas mais conhecidas, vale destacar Jovem de Cabelos Compridos (1942) e Dois Nus (1930). Até 20/12/2013.
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  • O dinamarquês Olafur Eliasson gosta de movimento. As obras que ele apresenta em duas galerias, algumas delas inéditas, não foram feitas para ser contempladas de um único lugar: exigem do espectador uma mudança de perspectiva. “Temos de nos afastar para ver a nós e ao mundo em que vivemos a partir de uma perspectiva em movimento”, afirma ele no programa. Your Orbit Perspective (algo como “sua perspectiva orbital”), dividida entre o Galpão da Fortes Vilaça — com as maiores intalações — e a Galeria Luisa Strina, impacta por essa contínua mutação, propondo jogos de luz, reflexos e inversões. Há variações de espelhos em ambos os espaços (e também num trabalho seu exposto na Casa de Vidro, na exposição The Insides Are on the Outside). De acordo com a posição, a obra pode refletir tanto a presença quanto a ausência de uma imagem. Exibida no galpão, Your Uncertain Shadow projeta em uma imensa tela uma série de sombras do espectador. Preços não fornecidos. De 03/04/2013 a 04/05/2013 na Galeria Luisa Strina e até 25/05/2013 na Galpão Fortes Vilaça.
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  • Pinturas clássicas de épocas distintas — de A Origem do Mundo, de Gustave Courbet, a Mulher e Bicicleta, de Willem de Kooning — ganham releituras através da colagem de pedaços rasgados de revistas em Espelhos de Papel. Onze obras, escolhidas pelo próprio fotógrafo, foram reunidas na mostra. Preço das obras: US$ 39.000,00 a US$ 55.000,00. De 02/04/2013 a 04/05/2013.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO