Ídolos

Biro-Biro entrou para a história como curinga do time

Ele não escolhia posição: chegou como meia, virou volante, atuou nas pontas direita e esquerda

Por: Celso Unzelte - Atualizado em

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(Foto: Lemyr Martins)

Ele era a imagem da superação, do próprio torcedor corintiano em campo, e talvez por isso tenha sido ídolo durante toda uma década. Quando chegou a São Paulo, vindo do Sport Recife, Biro-Biro tinha apenas 19 anos. Magrinho, tímido, cabelos avermelhados e enroladinhos, grandes olhos verdes destacando-se no rosto queimado, no início foi visto com desconfiança, uma figura folclórica. Tanto que nas eleições legislativas de 1978, como brincadeira ou forma de protesto, 60 000 pessoas chegaram a votar nele para deputado estadual, sem que o jogador sequer fosse candidato.

Em campo, Biro-Biro não escolhia posição: chegou como meia, virou volante, atuou nas pontas direita e esquerda. Acabou entrando para a história como curinga, demonstrando sempre a mesma raça. Em 1988, ano em que conquistou seu quarto título de campeão paulista pelo Corinthians, Biro-Biro elegeu-se vereador por São Paulo, dessa vez para valer, pelo extinto PDS.

Nome: Antônio José da Silva Filho

Nascimento: Recife (PE), 18/5/1959

Posição: volante e meia

Período: 1978 a 1988

Jogos: 589 (265 vitórias, 199 empates, 125 derrotas)

Gols: 75

Títulos pelo Corinthians: quatro Paulistas (1979, 1982/83 e 1988)

Fonte: VEJA SÃO PAULO