Cinema

Terror, comédia e drama estão entre as estreias

Martyrs, Maravilhoso Boccaccio e De Amor e Trevas são boas pedidas 

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

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São onze estreias em São Paulo e poucos filmes entrando em grande circuito - sucessos como Batman vs Superman e Capitão América - Guerra Civil continuam dominando as telas. Entre as novidades, o destaque para plateias que curtem terror é o sanguinolento Martyrs. 

Há também duas boas dicas no circuito de arte: o drama De Amor e Trevas, primeiro longa-metragem dirigido pela atriz Natalie Portman, inspirado nas memórias de infância do escritor judeu Amos Oz; e Maravilhoso Boccaccio, filme em episódios extraídos de Decamerão, dirigido pelos irmãos italianos Paolo e Vittorio Taviani. 

Filmes que não valem o ingresso? Exemplos: o aborrecido A Assassina, o insosso Prova de Coragem e o "experimental" Ralé. 

 

 

 

  • Hou Hsiao-Hsien venceu o prêmio de melhor diretor no Festival de Cannes em 2015. Mas o badalado diretor chinês de A Viagem do Balão Vermelho (2007) conseguiu aqui uma proeza: transformou uma aventura de artes marciais no drama mais sonolento da temporada. Nada contra a plasticidade ímpar, feita de cores fortes, locações esplêndidas e recriação de época fabulosa. Contudo, acredite, é difícil suportar a trajetória de uma matadora (papel de Shu Qi) que, na China do século VIII, é escalada por sua mestre para eliminar o governador da província de Weibo. Estreou em 5/5/2016.
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  • O documentário da diretora de Muito Além do Peso faz um registro dos primeiros 1.000 dias de um recém-nascido. Estreou em 5/5/2016.
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  • Dona do Oscar 2011 de melhor atriz por Cisne Negro, Natalie Portman mostra-se uma talentosa diretora no comando do drama De Amor e Trevas. Trata-se da adaptação do livro homônimo de memórias de Amós Oz, de 77 anos, o mais importante escritor israelense da atualidade. Em recriação de época cuidadosa, a história começa em 1945. Oz, ainda menino e interpretado por Amir Tessler, mora com a mãe, Fania (papel de Natalie, atuando em hebraico), e o pai, Arieh (Gilad Kahana), em Jerusalém. Ele escuta as tristes lembranças maternas e já tem o dom de criar contos fantasiosos. Também autora do roteiro, Natalie volta-se para as origens judaicas e pincela sua trama de fatos políticos, como a criação do Estado de Israel, em 1948. Concentra-se, porém, na relação entre Fania e o filho. É através dos olhos dela que o pequeno Amós Oz passa a enxergar os conflitos do mundo — seja no embate entre judeus e árabes à sua volta, seja no distanciamento afetivo de seus pais. Estreou em 5/5/2016.
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  • Comédia dramática

    O Décimo Homem
    VejaSP
    1 avaliação
    Afiado em crônicas afetivas, como O Abraço Partido e Ninho Vazio, o diretor judeu argentino Daniel Burman recorre novamente a um relacionamento entre pai e filho em sua nova comédia dramática. A trama tem início com a volta do portenho Ariel (Alan Sabbagh) a Buenos Aires. Economista bem-sucedido em Nova York, ele atendeu a um pedido do pai, conhecido apenas como Usher, responsável por uma fundação para suprir a população carente. O lugar, porém, mais parece uma espelunca, que estoca de remédios a comida. Embora um mestre da narrativa, o realizador pincela seu roteiro de situações singelas, porém muitas delas restritas à comunidade judaica retratada. Estreou em 5/5/2016.
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  • Um game de 2002 deu origem à animação sobre as aventuras espaciais de um mecânico chamado Ratchet. Ele é convocado para defender a galáxia com o auxílio do robô Clank. Estreou em 5/5/2016.
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  • Em visita a Montevidéu, um alemão perde a mala no aeroporto e, em seguida, um grupo tenta assaltá-lo nas ruas. Encontra, porém, a ajuda de um ex-viciado em heroína. Com Felix Marchand e Lucio Hernández. Estreou em 5/5/2016.
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  • Comédia dramática

    O Maior Amor do Mundo
    VejaSP
    1 avaliação
    A primeira vez foi até simpática. A segunda, nem tanto. Agora, será preciso uma dose extra de boa vontade para embarcar (de novo!) numa comédia dramática que, na esteira de uma data comemorativa, entrelaça encontros e desencontros de um punhado de personagens. Depois de explorar o clima cor-de-rosa do Dia dos Namorados (em Idas e Vindas do Amor) e do réveillon (Noite de Ano Novo), o diretor Garry Marshall, de Uma Linda Mulher, repete-se com uma homenagem pueril às mães. Sobram conflitos familiares esquecíveis e tipos superficiais em O Maior Amor do Mundo, a começar pela apresentadora solitária de TV interpretada por Julia Roberts. A peruca chamativa da atriz, no caso, acaba roubando a cena. Mais sorte teve Jennifer Aniston, até convincente no papel de uma decoradora bem-sucedida às voltas com a arrepiante ideia de lidar com a nova madrasta jovem e bonitona dos dois filhos, interpretada por Shay Mitchell. Estreou em 5/5/2016.
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  • A peste negra faz vítimas na Florença de 1348. Para não correr o risco da contaminação, um grupo de jovens se refugia num casarão nos campos da Toscana. A fim de espantar a tristeza, eles relatam casos que misturam sexo, amor e traição. Nascem assim os cinco episódios de Maravilhoso Boccaccio, dirigidos com leveza e sagacidade pelos veteranos irmãos italianos Paolo (84 anos) e Vittorio Taviani (86). Como aponta o título, são contos do escritor Giovanni Boccaccio (1313–1375), mais exatamente do emblemático Decamerão. Entre as deliciosas histórias está a de Calandrino (Kim Rossi Stuart). Esse sujeito inconveniente caiu numa “pegadinha” de dois colegas e acredita que uma pedra negra lhe deu o dom da invisibilidade. Numa linha mais romântica, também agrada a trama da esposa atingida pela peste, dada como morta e abandonada pelo marido. Mas outro homem está disposto a ver sua amada de volta à vida. Estreou em 5/5/2016.
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  • Terror

    Martyrs
    VejaSP
    Sem avaliação
    Martyrs é a refilmagem americana do terror franco-canadense Mártires (2008). Os irmãos Kevin e Michael Goetz pegaram o espírito do original e, com pouco dinheiro, injetaram muito sangue, adrenalina e tensão na trajetória de duas amigas. Ainda menina, Lucie (Troian Bellisario) foi sequestrada e torturada. Conseguiu, porém, escapar do cativeiro e passou a viver num orfanato. De poucas palavras e atormentada por demônios íntimos, ela se tornou amiga e confidente de Anna (Bailey Noble). O tempo passa e, já adultas, o horror tem início quando a vítima descobre o paradeiro de seus algozes. Começa aí uma explícita referência ao cinema de terror “gore”, em que as heroínas suam a camiseta colada para destroçar os inimigos e fazer justiça com as próprias mãos. Aviso: assim como ocorreu no recente A Bruxa, o desfecho pode não agradar à maioria. Estreou em 5/5/2016.
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  • O livro Mãos de Cavalo, do escritor Daniel Galera, virou Prova de Coragem na adaptação para o cinema realizada pelo diretor Roberto Gervitz (de Feliz Ano Velho). A trama enfoca o bom relacionamento de Hermano (Armando Babaioff) e Adri (Mariana Ximenes). Médico de uma cidade gaúcha, ele é surpreendido pela notícia de que será pai. A partir daí, a relação com a esposa desanda. O doutor não quer abrir mão de escalar uma montanha na Terra do Fogo e, por isso, Adri tem reações chiliquentas. Na intenção de mostrar a falta de maturidade para encarar a paternidade, o filme dilui o conflito e perde-se em situações confusas. Assim, arrasta o casamento dos protagonistas para uma DR aborrecida. Estreou em 5/5/2016.
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  • Drama

    Ralé
    VejaSP
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    Viúva de Rogério Sganzerla (1946–2004), Helena Ignez retomou, com bom senso e talento, o cinema marginal, marca registrada do marido, em Luz nas Trevas — A Volta do Bandido da Luz Vermelha, lançado em 2012. Volta a beber na mesma fonte, porém com resultado aquém do esperado numa comédia experimental. Num roteiro à deriva, Ney Matogrosso interpreta Barão, ex-traficante que virou anfitrião do chá da ayahuasca. Em suas terras, cineastas adolescentes rodam um longa chamado A Exibicionista. Helena Ignez, além de diretora, faz uma participação como Sônia Silk, personagem de Copacabana Mon Amour (1970), de Sganzerla. Casamento gay, apresentações musicais de Ney Matogrosso, referências cinematográficas e relações afetivas atropelam-se numa celebração da vida em que os atores se divertem mais do que a plateia. Estreou em 5/5/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO