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'Entre Abelhas', com Fábio Porchat, e 'Cake' entre as estreias

Em papel incomum, o ator e comediante protagoniza uma radical comédia dramática

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

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Dois atores acostumados a interpretar personagens cômicos mudam o rumo em papéis de forte carga dramática. Tanto Fábio Porchat, em Entre Abelhas, quanto Jennifer Aniston, em Cake - Uma Razão para Viver, devem surpreender os fãs.

Porchat interpreta um homem em crise após se separar da mulher e enfrentar o vazio da solteirice. Há humor no filme, mas prevalece o drama psicológico. A atriz famosa pelo seriado Friends aparece sem maquiagem e totalmente entregue ao personagem de Claire, uma quarentona que se entope de medicamentos e tenta superar diversos traumas.

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Também em estreia nesta quinta (30), Noite sem Fim é um eletrizante thriller com Liam Neeson e Joel Kinnaman, de RoboCop. Eles são pai e filho num suspense cheio de reviravoltas que envolve crimes e gângsteres.

Confira as salas e horários:

  • Romance / Drama

    3 Corações
    VejaSP
    2 avaliações
    O inspetor fiscal Marc Beaulieu (Benoît Poelvoorde) perde o último trem rumo a Paris e é obrigado a dormir numa pequena cidade do interior francês. Na madrugada, esse homem divorciado pede informação a Sylvie (Charlotte Gainsbourg) e tem uma longa conversa com a estranha. Devido à recíproca atração, eles decidem marcar um encontro num parque da capital dali a alguns dias. Sylvie, que anda com a relação conjugal nas últimas, chega na hora marcada cheia de esperança. Mas Marc precisa ser socorrido às pressas e perde a chance de revê-la. Desiludida, ela vai, a contragosto, morar com o marido nos Estados Unidos. De volta ao lugar onde conheceu Sylvie, Marc fica encantado com outra mulher, Sophie (Chiara Mastroianni), dona de um antiquário. Para não estragar as surpresas, não convémir além na trama do drama romântico, escrito e dirigido por Benoît Jacquot (de Adeus, Minha Rainha). O longametragem aborda, de forma empática, o amor na fase madura da vida. Em estrutura narrativa novelesca, as atuações vigorosas (Catherine Deneuve também está no elenco) fortalecem uma história cuja mão do destino norteia o rumo dos personagens. Estreou em 30/4/2015.
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  • É um desastre sem tamanho o primeiro longa-metragem do artista plástico José Roberto Aguilar. Trata-se de uma história original, mas comandada com afetações estéticas, roteiro anêmico, direção de arte e figurinos chinfrins. No drama, o professor de literatura russa Nikitin (papel de Vadim Nikitin) vai ajudar uma mulher que sofre de dupla personalidade. Joana (Leona Cavalli) é Joana e, às vezes, transforma- se em Anna Karenina, a personagem do romance de Tolstói (1828-1910). O tom solenemente teatral da atriz não combina com o modo despojado de atuação de seu único parceiro de cena — e este é apenas um dos problemas. Estreou em 30/4/2015.
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  • Mais de dez anos depois do término de Friends, Jennifer Aniston ainda é lembrada como a Rachel do seriado. Cake — Uma Razão para Viver, que lhe valeu uma indicação ao Globo de Ouro 2015 de melhor atriz, dá uma boa guinada na carreira da estrela. Em papel dramático, sem maquiagem e totalmente entregue à personagem, Jennifer interpreta Claire Bennett. Essa quarentona tem as costas travadas, entope-se de medicamentos para dores e quase não vive sem a ajuda da empregada doméstica (papel da ótima mexicana Adriana Barraza). Como pouco sai de casa, Claire procura saber os motivos do suicídio de uma colega (Anna Kendrick) e encontra o viúvo dela (Sam Worthington), também em crise. O diferencial, além da performance irretocável de Jennifer, está no roteiro, que foge do óbvio e das respostas explícitas e fáceis. Aos poucos, a história se abre ao espectador, revelando detalhes do passado de Claire. Perdas e separações não são assuntos leves, e, por isso, o filme possui um clima pesado, suavizado pelo humor cáustico da protagonista e pelos constantes apelos da história para fazer com que ela supere os traumas. Estreou em 30/4/2015.
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  • Comédia dramática

    Entre Abelhas
    VejaSP
    5 avaliações
    Esqueça o Fábio Porchat dos esquetes do Porta dos Fundos, de comédias como Meu Passado Me Condena e do programa de TV Tudo pela Audiência. O humor de Entre Abelhas passa de raspão pelos clichês e pela baixaria para investir num drama psicológico. O início dá sinal de ser igual a tantos outros filmes. Bruno (Porchat) separou-se da mulher (Giovanna Lancellotti) e, com amigos, comemora numa boate de garotas de programa. Com o passar dos dias, a suposta alegria da solteirice vira um pesadelo. De volta à casa da mãe (Irene Ravache), ele sente a solidão bater à porta. O melhor amigo (Marcos Veras) só olha para o próprio umbigo, e Bruno perdeu a vontade de se divertir. O pior está adiante. Numa noite, o protagonista não enxerga um motorista de táxi e, a partir daí, as pessoas, até as mais próximas, começam a sumir. Não se trata de um problema de visão, e sim de fundo traumático, alerta seu psiquiatra (Marcelo Valle). Sim, há motivos para o riso rolar solto, sobretudo nas hilárias aparições do personagem de Luis Lobianco. Ao se aproximar da conclusão, o espectador vai se surpreender. Sem resposta pronta, os roteiristas Porchat e Ian SBF bancam uma história sobre depressão com um desfecho sem concessão e sem se importar em contentar as plateias. Estreou em 30/4/2015.
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  • A francesa Céline Sciamma ousou ao abordar o caso de uma menina transgênero em Tomboy (2011). De volta ao ambiente dos adolescentes, a diretora foca, em Garotas, o drama de Marieme (Karidja Touré). Criada pela mãe na periferia de Paris, ela tem 16 anos e, ao ser repreendida na escola, acaba se aliando a uma turma de três colegas rebeldes. Lady (Assa Sylla), Fily (Mariétou Touré) e Adiatou (Lindsay Karamoh) também são negras e possuem um estilo próprio. Além de usarem perucas de cabelo alisado e roupas descoladas, enfrentam preconceituosas vendedoras brancas nas lojas e, não raro, têm a mão leve para os furtos. Marieme, antes ingênua e obediente ao irmão mais velho, torna- se agressiva. Ao contrário das novas amigas, a mocinha não tem rédeas para mudar radicalmente de vida. Na França tomada pela intolerância racial, a realizadora reforça a falta de perspectiva dos descendentes de ex-colônias africanas, entregues à criminalidade e segregados em guetos. Estreou em 30/4/2015.
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  • Em dezesseis anos, dez livros de Nicholas Sparks foram adaptados para o cinema, tornando- o um dos mais bem-sucedidos escritores na área. Uma Longa Jornada segue a trilha dos filmes anteriores, como Querido John e Um Homem de Sorte. Trata-se de uma história de amor, regada a contratempos e temperada com açúcar, afeto e clichês românticos. Filho de Clint Eastwood e promessa de galã, Scott Eastwood é um desastre como ator dramático. Mas o abdômen tanquinho e o olhar de cachorro abandonado ajudam a fazer a mulherada suspirar por seu personagem, o peão de rodeios Luke Collins. Um ano após sofrer um acidente na arena, o rapaz volta à ativa e conhece a loirinha Sophia Danko (Britt Robertson). O destino do casal acaba cruzando com o de Ira Levinson (Alan Alda), que, em recuperação num hospital, narra sua trajetória para Sophia. Na década de 40, Ira (na juventude interpretado por Jack Huston) apaixonou-se por Ruth (Oona Chaplin), filha de imigrantes judeus. A trama, então, segue em dois tempos distintos. No presente, o caso entre Luke e Sophia fica em banho-maria. Enquanto o caipira quer fincar raízes na Carolina do Norte, a namorada pretende ingressar no mundo das artes aceitando um estágio em Nova York. No enredo do passado, Ruth, admiradora de artistas contemporâneos, tem desentendimentos com o marido, que não pode ter filhos. Deu para sacar qual o objetivo de Nicholas Sparks? Mostrar como os dilemas afetivos versus profissionais são os mesmos na travessia das décadas. Na xaropada, cabe até um desfecho arranca- lágrimas para as moçoilas não saírem da sessão insatisfeitas. Estreou em 30/4/2015.
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  • O catalão Jaume Collet-Serra é o melhor diretor para fazer de Liam Neeson, de 62 anos, um herói da pancadaria e das fitas de ação — vide a parceria deles em Desconhecido (2011) e Sem Escalas (2014). Noite sem Fim mostras-se ainda melhor e, recheado de reviravoltas, não deixa a peteca cair em quase duas horas. A história, de ritmo alucinante, concentra-se em dezesseis horas, e, logo nos primeiros trinta minutos, um turbilhão de acontecimentos vira do avesso a vida de Jimmy Conlon (Neeson). Esse capanga de um mafioso irlandês (Ed Harris) está sem grana, bebe até dar vexame e coleciona uma série de assassinatos em seu passado. Para resumir a trama e sem adiantar detalhes, dá para dizer que o filho dele (papel de Joel Kinnaman, de RoboCop), um honesto motorista de limusine de Nova York, se enrola numa rede de crimes e será perseguido por policiais e gângsteres furiosos. O pai vai ajudá-lo a sair da enrascada. Embora o conteúdo seja o de rotina, a forma revitalizante da realização do cineasta espanhol faz a diferença. Estreou em 30/4/2015.
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  • Steve Dallas (Owen Wilson) trabalha numa pequena emissora de TV como o “homem do tempo” e só consegue se relacionar com garotas de programa. Seu melhor amigo, Ben Baker (Zach Galifanakis), passa o tempo fumando maconha e divagando sobre o nada. Tudo muda na vida deles quando o pai de Ben morre e deixa uma fortuna e uma fazenda de herança. A irmã do novo milionário entra na Justiça para provar que Ben não tem condições mentais de tocar os negócios, e um psiquiatra atesta um caso de transtorno bipolar e traço esquizofrênico. Assim como Entre Abelhas, o filme, que tem direção e roteiro de Matthew Weiner (criador do seriado Mad Men), pode parecer uma comédia à primeira vista. O humor, por vezes grotesco, cede espaço ao drama psicológico e, no fim das contas, a história apela para mensagens de autoajuda. Estreou em 30/4/2015.
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  • Minissérie feita para a TV francesa em quatro capítulos e transformada em longa- metragem, O Pequeno Quinquin é o trabalho mais excêntrico do diretor Bruno Dumont, de A Humanidade (1999) e Camille Claudel 1915 (2013). A trama se passa na cidade de Bailleul, próximo de Calais, no norte da França, terra natal do cineasta. Lá, um crime chama a atenção do inspetor Van der Weyden (Bernard Pruvost) e de seu assistente (Philippe Jore): dentro de uma vaca morta foram encontrados pedaços do corpo de uma mulher. A população parece não se importar, e todos tocam a vida como se vivessem no século passado. O garoto Quinquin (Alane Delhaye) passa o tempo fazendo travessuras quando não está na companhia da namoradinha (Lucy Caron). Outras mortes igualmente estranhas vão tomar conta do vilarejo. Dumont faz aqui uma mistura tão incômoda quanto divertida, além de misteriosa. Seus personagens são interpretados por não profissionais, o que confere naturalidade ao enredo. Com deficientes físicos e mentais no elenco, o filme aborda do racismo aos negros muçulmanos ao modo rústico e arcaico de uma comunidade rural. São mais de três longas horas de duração para chegar a um desfecho enigmático porém condizente com a filmografia do realizador. Só vendo para crer. Estreou 30/4/2015.
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  • Durante a crise econômica asiática do fim da década de 90, a indonésia Teresa (Angeli Bayani) começa a trabalhar como doméstica para a família Lim, em Singapura. O marido (Tian Wen Chen) perdeu o emprego como vendedor, mas não teve coragem de contar à esposa (Yeo Yann Yann), que está grávida do segundo filho. Para aumentar as dores de cabeça do casal, o primogênito, Jialer (Jialer Koh), é um pestinha. Hiperativo, o menino de 10 anos comporta-se muito mal e revela-se uma criança indomável. Quando Meus Pais Não Estão em Casa aproveita os quatro personagens para, de um olhar microscópico, fazer uma ampla radiografa da situação dramática de uma classe média em risco. Ao se debruçar sobre sua infância, o jovem diretor Anthony Chen, de 30 anos, monta um painel realista costurado por relacionamentos conturbados e afetos reprimidos. Durante a crise econômica asiática do fim da década de 90, a indonésia Teresa (Angeli Bayani) começa a trabalhar como doméstica para a família Lim, em Singapura. O marido (Tian Wen Chen) perdeu o emprego como vendedor, mas não teve coragem de contar à esposa (Yeo Yann Yann), que está grávida do segundo filho. Para aumentar as dores de cabeça do casal, o primogênito, Jialer (Jialer Koh), é um pestinha. Hiperativo, o menino de 10 anos comporta-se muito mal e revela-se uma criança indomável. Quando Meus Pais Não Estão em Casa aproveita os quatro personagens para, de um olhar microscópico, fazer uma ampla radiografa da situação dramática de uma classe média em risco. Ao se debruçar sobre sua infância, o jovem diretor Anthony Chen, de 30 anos, monta um painel realista costurado por relacionamentos conturbados e afetos reprimidos. Estreou em 30/4/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO