Cidade

Prefeitura lança site para cadastrar blocos de rua

Informações serão usadas para oferecer serviços de infrestrutura aos foliões da capital

Por: Redação VEJASÃOPAULO.COM - Atualizado em

bloco esfarrapado
Bloco esfarrapado é um dos mais tradicionais da cidade (Foto: Divulgação)

A Prefeitura de São Paulo lançou na terça-feira (28) um site que pretende cadastrar todos os blocos da cidade para que o Carnaval de rua seja mais organizado em 2014. O cadastramento é a primeira medida tomada pela administração com o intuito de regulamentar e coordenar as ações durante a festa.

Os responsáveis pelos blocos devem informar não apenas a programação (com horários, trajetos e datas), mas também qual a previsão de foliões, que tipo de equipamentos de som serão usados e qual infraestrutura (como banheiros químicos e interdição das ruas) serão necessárias.

De posse dessas informações, a prefeitura irá incluir os blocos no programa de serviços, de acordo com as necessidades e dimensões de cada um. O cadastro é gratuito e pode ser feito até o dia 4 de fevereiro pela página www.carnavalderuadesaopaulo.com.br.

Regulamentação

O prefeito Fernando Haddad deve publicar em breve um decreto que regulamenta o carnaval de rua em São Paulo. O texto definirá qual será a política da administração em relação à festa e vai, essencialmente, organizar o que já ocorre todos os anos nas vias de diversos bairros da cidade.

A medida é resultado de uma mudança de entendimento que começou no ano passado. Antes renegado e, em alguns casos, proibido pela gestão de Gilberto Kassab, o Carnaval já foi tratado em 2013 como assunto da Secretaria de Cultura. Durante o ano, o secretário Juca Ferreira se encontrou com representantes de vários blocos e, em novembro, foi organizado um seminário para discutir o assunto.

Por três dias, profissionais que trabalham nos carnavais mais famosos do país, como Recife, Rio de Janeiro e Salvador, falaram sobre suas experiências. Representantes de blocos e pesquisadores também participaram dos encontros. De acordo com a Secretaria de Cultura, o documento elaborado pela administração será baseado no que foi discutido no seminário.

Fonte: VEJA SÃO PAULO