Bares

As melhores cartas de cervejas da cidade

Confira uma seleção de endereços que oferecem uma boa relação de rótulos nacionais e importados

Por: Redação VEJA SÃO PAULO - Atualizado em

Bier Bär
A pale ale, a stout e a golden ale da chilena Guayacán (Foto: Fernando Moraes)

Nos últimos anos, pipocaram na cidade bares que investem em boas cartas de cerveja. Prateleiras repletas de rótulos importados tornaram-se comuns nesses endereços, que chegam a agrupar de 30 a 800 (!) rótulos. Campeão da categoria na última edição do especial "Comer & Beber" 2013-2014 (leia mais clicando aqui), o Empório Alto dos Pinheiros impressiona também pela boa seleção de chopes nacionais e importados.

+ Onde beber chopes que fogem da mesmice

Outra tendência comum a todos esses bares é o acréscimo de cervejas nacionais ao cardápio. Da seleção de paulistas, figuram boas opções da Bamberg, Burgman, Dama Bier, Dortmund, Karavelle, Leuven e Rofer, todas com fábricas sediadas num raio de 200 quilômetros da capital. Saiba onde beber e comprar algumas das garrafas dessas cervejarias no roteiro abaixo.

Aconchego Carioca
Tijolos à vista e redes penduradas no teto do Aconchego Carioca: nos moldes da matriz (Foto: Mario Rodrigues)

Aconchego Carioca: oferece uma didática carta de cervejas, elaborada por Eduardo Passarelli (ex-Melograno), que traz  200 rótulos divididos por estilo e nacionalidade. Duas pedidas certeiras: a americana Brooklyn Lager e a inglesa Strong Suffolk Vintage Ale, maturada em tonéis de carvalho. Entre as nacionais, vende garrafas de Baden Baden, Colorado, Devassa e Bamberg.

Asterix: releve o ambiente sem graça. O que vale é o menu de cervejas, com cerca mais de 400 rótulos. Entre elas estão a mineira Wäls Petroleum, de estilo russian imperial stout, e as belgas Delirium Tremens e Kwak.

Bier Bär: eis mais um lugar dedicado às cervejas na cidade em que é cada vez mais fácil encontrar degustadores de loiras, ruivas e morenas. Reúne cerca de 150 rótulos em suas geladeiras. Destaque para a chilena artesanal Guayacán, feita com água de degelo dos Andes, em três estilos: golden ale, pale ale e stout.

Cateto
No Cateto, as cervejas são servidas em vidros no lugar de copos (Foto: Lucas Lima)

Cateto: um pouco de Williamsburg, o bairro hipster nova-iorquino, é encontrado no ambiente rústico -- e olha que estamos na Mooca, meu. Apesar de parecer descolada, a forma de tomar cerveja ali foge do ideal: potes de vidro fazem as vezes de copos. Mas vá lá: nas geladeiras, repousam cerca de oitenta rótulos. É o caso da dinamarquesa escura Mikkeller Sort Gul, de sabor tostado. Produzida em Ribeirão Preto, a Jupiter IPA mostra uma boa dupla de amargor e gosto frutado. Queijos e embutidos dominam a pequena lista de comes.

Cerveja Gourmet
Prateleiras repletas de garrafas do Cerveja Gourmet: a carta dá destaque à produção das microcervejarias nacionais (Foto: Fernando Moraes)

Cerveja Gourmet: das nacionais, confira a seção das cervejas vivas (ou seja, não pasteurizadas e transportadas sob refrigeração), entre elas, a boa gaúcha Coruja Extra Viva, em garrafa de 1 litro semelhante a um vidro de remédio antigo. Das paulistas, há entre as opções chope Dama Pilsen e garrafas de Colorado Appia, feita com mel de laranjeira. Se quiser uma opção bem amargo, a india pale ale Wäls Niobium é uma opção.

Cervejaria Ô Fiô - varanda
A espaçosa varanda da Cervejaria Ô Fiô: para reunir amigos (Foto: Mario Rodrigues)

Cervejaria Ô Fiô: uma espaçosa área ao ar livre, logo na entrada da casa, é o ponto mais convidativo para provar um dos 140 rótulos de cerveja disponíveis. A bem montada carta organiza os rótulos tanto por país de origem como por estilo. Entre as nacionais, há pedidas vindas de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Das paulistas, a Bamberg Rauchbier tem suave paladar de bacon. Um diferencial bacana: na loja que funciona junto ao bar todas as garrafas ganham um desconto de 20% para levar para casa.

Coisa Boa: uma enorme e iluminada gôndola de supermercado domina a lateral esquerda da casa. Nela, duas centenas de rótulos estão à disposição do cliente, todos com o preço colado na tampinha. Entre as nacionais, vale provar a Colorado Vixnu, uma imperial india pale ale feita em Ribeirão Preto. De cor âmbar, quase vermelha, leva malte e lúpulos americanos, além de rapadura.  Experimente também a escocesa Old Engine Oil, uma porter black ale, escura, potente e quase licorosa. 

Empório Alto dos Pinheiros
Empório Alto dos Pinheiros: para amantes de cerveja (Foto: Cida Souza)

Empório Alto dos Pinheiros: Hoje, cerca de 800 rótulos de todos os cantos do mundo invadem não só as gôndolas mas a loja toda e atraem um público aficionado. Além dos 800 rótulos de cervejas, há 33 bicos de chope que recebem produtos sazonais e especiais. Sugestão: a belga Vedett, um refrescante chope de trigo. Ou radicalize de vez com o Harviestoun Dubh-18, uma old ale escocesa, maturada em barril de uísque 18 anos, repleta de sabores tostados. 

Empório Sagarana: seduzem a clientela o ambiente com jeitão de armazém interiorano, as comidinhas com toque regional e a oferta de cervejas, com 150 rótulos. A última página do cardápio lista sugestões como a belga Saison De Dottignies. Uma escolha certeira da cozinha: o bolinho de mexidinho (de arroz, legumes e outros ingredientes) recheado de queijo da Serra da Canastra (MG).

Fiambreria: o maior atrativo são os trinta rótulos de cervejas nacionais e artesanais, armazenadas numa geladeira ao alcance da clientela. Você certamente vai achar por lá jovens com cara de gringo bebericando a gaúcha Anner Libertadora, uma red ale amarga com toques de especiarias, ou a mineira Estrada Real, uma india pale ale. Nem adianta olhar a carta: há opções que não estão no refrigerador e vice-versa. 

Frangó: por ali, amontanham-se cerca de 450 rótulos de cerveja, organizados em um menu de fácil navegação, apesar de suas dezenas de páginas. Na primeira delas, estão as novidades e promoções. As seguintes propõem algumas degustações fechadas com seis rótulos. Depois, as cervejas são apresentadas dentro de suas famílias com descrição de cor, origem, estilo, graduação alcoólica, volume e preço. Entre as sugestões está a strong ale Delirium Tremens e a trapista Rochefort 10, ambas da Bélgica.

Leão da Terra
Degustação de chope com cinco copos: no Leão da Terra (Foto: Mario Rodrigues)

Leão da Terra: a casa da Zona Norte possui uma vasta carta, com os rótulos agrupados pelo país de origem. Entre as opções belgas, aparecem nomes consagrados como a Duvel, uma strong golden ale, e outros mais difíceis, como Liefmans.  Das nacionais, vale provar a Way Amburana.

Melograno: a melhor carta de cervejas
Melograno: carta premiada (Foto: Veja São Paulo)

Melograno: já faturou o prêmio “Comer & Beber” como a melhor carta de cervejas da cidade. A casa passou por reformulações e hoje quem assina a seleção é a biersommelier Cilene Saorin e o americano Randy Mosher. A carta reúne cerca de 160 rótulos vindos de vários países. Está dividida por estilos e pretende ser um guia para facilitar a vida dos não iniciados. Vale provar a holandesa La Trappe Quadrupe. 

The Ale House: destaca-se pela oferta de chopes trazidos da Bélgica. Quem prefere as engarrafadas encontra 480 rótulos, entre eles o da argentina Antares Barley Wine. As cervejas entram até na preparação das sugestões do cardápio. Prove o vlaams stoofvlees, cozido de carne bovina feito com a versão ale (de alta fermentação).

Fonte: VEJA SÃO PAULO