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Alemães que furtaram estátua em Cumbica serão processados no Brasil

Heiko Beck e Rainer Kramm levaram obra que constava de exposição no aeroporto internacional quando esperavam voo para a Alemanha

Por: Redação VEJASÃOPAULO.COM - Atualizado em

Os alemães Heiko Beck e Rainer Kramm, que furtaram uma estátua de bronze na segunda-feira (14) no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, serão transferidos para um Centro de Detenção Provisória (CDP) e responderão processo no Brasil. As informações são da Secretaria de Segurança Pública (SSP). 

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Beck e Kramm serão indiciados por furto qualificado, um crime para o qual não há fiança e cuja pena é de dois a oito anos. A Justiça brasileira ainda pode determinar que eles cumpram a sentença na Alemanha. "Existe a possibilidade de ser aplicada alguma punição alternativa e eles serem extraditados para o país de origem", explica Marcelo Caio Ferrari, titular da delegacia do aeroporto. 

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Nesta terça (15), eles estão na carceragem de trânsito do 1º Distrito Policial de Guarulhos, mas devem seguir para um CDP nos próximos dias. 

Heiko Beck tem 39 anos e trabalha como mecânico. Já Rainer Kramm, de 48, é vendedor. 

O caso

O crime aconteceu na tarde de segunda, quando os dois amigos aguardavam o voo de volta para Munique após comemorarem o tetracampeonato mundial da Alemanha no Maracanã, no Rio. Ainda com a camisa da seleção, eles removeram a caixa de acrílico que protegia a estátua e a colocaram dentro da mala. 

A obra, feita em bronze, é de autoria do escultor italiano Inos Corradin e está avaliada em 25 mil reais. Faz parte da exposição Bate-bola: embarque de uma paixão, que está montada no saguão do Terminal 3 de Cumbica.

Uma monitora que orienta os visitantes da mostra percebeu a caixa vazia e acionou a segurança do aeroporto, que conseguiu identificar os autores do furto pelas imagens das câmeras de segurança. Os dois foram encontrados na praça de alimentação do aeroporto e detidos após confessar o crime. 

Fonte: VEJA SÃO PAULO