Resenha por Jonas Lopes:
Cultuada no exterior desde uma ampla retrospectiva ao lado do argentino León Ferrari no MoMA de Nova York, em 2009, a suíça naturalizada brasileira Mira Schendel (1919-1988) costuma ser lembrada sobretudo pelos trabalhos em papel. Bons exemplos são suas monotipias e a série Droguinhas, formada por objetos nos quais o material aparece torcido. Não se pode, contudo, descartar sua notável produção como pintora, abordada na mostra. Foram reunidas 29 obras. Inspirada por Morandi, Mira começou arriscando naturezasmortas em tons baixos e de uma geometria não tão rígida quanto a dos concretistas. Aos poucos, passou a incluir letras e frases nas pinturas. Depois, a artista criou a partir de recursos como areia e folhas de ouro, até chegar aos experimentos mais radicais do Ðm da vida, caso das têmperas minimalistas e dos Sarrafos. Nesse último conjunto, pequenos pedaços de madeira colados nas telas as aproximam de relevos e esculturas. Até 11/03/2012.
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