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O Mágico L’illusioniste

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 O Mágico

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Resenha por Miguel Barbieri Jr Resenha por Miguel Barbieri Jr

Sete anos depois de "As Bicicletas de Belleville", o diretor francês Sylvain Chomet realiza mais um requintado desenho animado à moda antiga. Tecnicamente impecável, a fita, feita com traços manuais, traz argumento inspirado no roteiro escrito (e até então não adaptado às telas) pelo cineasta Jacques Tati (1907-1982). Chomet pegou o espírito e rendeu uma bela homenagem a esse conterrâneo. O protagonista da animação se chama Tatischeff (sobrenome completo de Tati), é grandalhão, desajeitado e silencioso. Mágico decadente na Paris de 1959, o veterano Tatischeff não vê com bons olhos o estouro do rock’n’roll, que tomou dele o lugar nos palcos. Depois de uma rápida passagem por Londres, o ilusionista encontra num vilarejo escocês uma mocinha capaz de balançar seu coração. Os dois partem rumo a Edimburgo (numa fenomenal recriação animada) e lá não conseguem se entender — seja pela diferença de idade ou pela falta de entrosamento das línguas. Sem diálogos, o filme, conduzido de forma fria, ganha uma trilha sonora tão melancólica quanto o desenrolar da história. Estreou em 14/01/2011.

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