Não dá para negar: é cheia de charme a estreia na direção do estilista americano Tom Ford. Inspirado num livro de Christopher Isherwood (1904-1986), o mesmo autor de Cabaret, ele traz à tona um drama refinado e elegantérrimo feito de enquadramentos impecáveis e atuação no ponto certo do protagonista — o inglês Colin Firth, premiado no Festival de Veneza do ano passado e, pela primeira vez, indicado ao Oscar de melhor ator. Professor de inglês numa universidade de Los Angeles em 1962, seu personagem, o homossexual George Falconer, recebeu um telefonema estarrecedor: Jim (Matthew Goode), com quem vivia há dezesseis anos, morreu num acidente de carro. Mas George, proibido pela família do amante, não poderá comparecer ao enterro. Arrasado pela notícia, precisa manter a cabeça erguida durante as aulas. Ele encontra conforto nos braços de uma amiga (Julianne Moore) e recebe atenção dobrada de um jovem aluno (Nicholas Hoult). É no encontro com esse último personagem que Tom Ford extrai os melhores diálogos e os momentos mais equilibrados de uma crônica de época por vezes memorável. Estreou em 5/3/2010.
Informações atualizadas em 21/04/2011 Cheque antes de sair Os estabelecimentos podem alterar horários, preços e formas de pagamento sem aviso prévio.
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