Glúten, o vilão das dietas. Será?

Presente em pães e massas, essa proteína é condenada por alguns especialistas. Confira se vale a pena riscá-la do cardápio

Gordura trans, gordura trans, gordura trans, gordura trans. Foi-se o tempo em que atendia por este nome (e repetido com freqüência irritante em tudo que é lugar) o vilão número 1 dos cardápios. Não que essa molécula tenha se redimido. Mas outra substância passou a ocupar seu lugar nas conversas sobre dieta: o glúten.

Sabe quando acusam alguém de um delito e a pessoa, com a cara mais chocada do mundo pergunta: “Eeeeeu?”. Pode parecer meio viagem a comparação, mas seria essa a reação do pobre do glúten — caso isso fosse possível em alguma realidade alternativa. É que essa proteína sempre participou da nossa dieta sem sobressaltos. Exceção feita aos portadores de doença celíaca. Ou seja, os indivíduos que não tem a enzima que nosso corpo usa para assimilar o glúten. Nessas pessoas, consumir alimentos com esse ingrediente machuca as paredes do intestino.

Sim, mas e aquela amiga da tia da sua prima que emagreceu horrores porque cortou o glúten? Para entender isso, vamos enumerar alimentos ricos nessa proteína. Pães, macarrão e cerveja, por exemplo. “Riscar esses três do cardápio é eliminar itens com alto valor calórico. Daí a perda de peso”, afirma a nutróloga Sandra Lúcia Fernandes, da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Quer dizer: o glúten não é mesmo vilão para quem não sofre de doença celíaca. Porém, é possível, sim, tocar a rotina sem ele — desde que com orientação médica. “Se o paciente me diz que está fazendo a dieta do glúten e está gostando, tudo bem. Mas essa definitivamente não é a forma mais eficiente de se perder peso”, diz a nutricionista Mariana del Bosco, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). 

A nutricionista funcional Andrea Santa Rosa (que você já deve ter visto em revistas e colunas ao lado do maridão, o ator Marcio Garcia) extermina essa proteína da dieta de seus pacientes. “Nosso corpo não é programado para digerir a quantidade de alimentos com glúten que ingerimos”, diz. “Com o passar dos anos, podemos desenvolver doenças crônicas e até compulsão alimentar.”

Para quem quer emagrecer, uma opção sugerida pela nutróloga Sandra Fernandes é, em vez de parar de consumir glúten, substituir alimentos regulares pelos integrais — ajuda a manter a silhueta enxuta e de forma mais saudável, segundo ela. O nutricionista Rodrigo Augusto Oliveira da Silva, do Instituto de Metabolismo e Nutrição de São Paulo, apoia. “Os integrais têm fibras que auxiliam na captação de gordura e no processo de digestão.”

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