Resenha por Jonas Lopes:
Organizada pelo
museu Jeu de Paume, de Paris, Uma Vida em Dobro
revela-se uma bela retrospectiva da produção
do húngaro André Kertész (1894-1985). O artista
pode ser considerado um pioneiro de diversos gêneros
fotográficos, a exemplo do surrealismo, ali
representado por Retrato Deformado, na qual um
rosto aparece distorcido no reflexo de um espelho.
Estão também na seleção registros de conflitos
civis na Hungria, feitos ainda na juventude. Ele
emigrou em 1925 para a França, onde presenciou
um período glorioso das lentes ao lado de outros
gênios — Brassaï, Robert Capa, Man Ray — e
chegou a influenciar Henri Cartier-Bresson, cuja
técnica de composição pode ser facilmente percebida
em imagens como Escada, Rampa, Sombras
e Mulher. Mais tarde, mudou-se para os Estados
Unidos, para escapar da II Guerra Mundial, e manteve
o nível alto até o fim da vida. De 04/05/2012 a 24/06/2012.
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Obra de André Kertész: húngaro influenciou o trabalho de Henri Cartier-Bresson (Foto: Ministério da Cultura e da Comunicação da França )
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