Clique e Assine a partir de R$ 12,90/mês

USP desenvolve método de descontaminação de máscaras hospitalares

Equipamento é indispensável e está em falta no país. Saiba mais

Por Agência Brasil 20 abr 2020, 20h02

O Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos (IFSC) desenvolveu um método para esterilização e reciclagem de máscaras hospitalares. O equipamento de proteção está em falta no país e é um item indispensável para proteger os profissionais de saúde da infecção, por exemplo, do coronavírus.

Os funcionários que fazem o atendimento direito com os pacientes usam geralmente o modelo N95 ou PFF2, que tem grande eficiência em bloquear vírus, como o coronavírus, e demais microrganismos nocivos à saúde. Esse tipo de máscara, no entanto, é descartável, e os hospitais estão encontrando dificuldade em fazer sua reposição. De acordo com o IFSC, os profissionais de saúde estão utilizando o equipamento, por não haver outra opção, por mais de sete dias.

“Estamos vivendo agora um momento de escassez, ao ponto de profissionais da saúde estarem usando máscaras por até sete dias, ou mais. Isto é um problema que coloca em risco os profissionais da saúde, que neste momento são os que devem ser mais preservados. Para amenizar este problema, teremos que reciclar as máscaras”, diz comunicado da instituição.

Ozônio

A solução encontrada pelo Instituto de Física de São Carlos foi criar uma câmara de ozônio segura para a desinfecção das máscaras. O gás é reconhecido como um dos mais rápidos e eficazes agentes microbicidas, tanto para bactérias quanto para vírus. Sua ação destrói lipídios, proteínas e aminoácidos, e é bastante agressivo ao material genético.

Nos vírus, o ozônio age oxidando a camada proteica (envelope do vírus), modificando sua estrutura e destruindo completamente sua funcionalidade. Bactérias e fungos também não resistem a sua aplicação. “Ao colocar em seu interior as máscaras, o sistema passa por ciclos de vácuo e atmosfera saturada de ozônio, penetrando em todos os lugares das máscaras e promovendo sua descontaminação”, explica o IFSC.

Em cada sessão, são feitos sete ciclos de desinfecção, levando um tempo total de duas horas para que todas as máscaras estejam descontaminadas e prontas para serem usadas novamente. A câmara desenvolvida tem capacidade de descontaminar de 800 a mil máscaras por ciclo, e pode ainda descontaminar outros tipos de equipamentos de proteção.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Para entender e curtir o melhor de SP, Veja São Paulo. Assine e continue lendo.

Impressa + Digital

Plano completo da VejaSP! Acesso aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias e revista no app.

Acesso ilimitado ao Site da VejaSP, diariamente atualizado.

Resenhas dos melhores restaurantes, bares e endereços de comidinhas de São Paulo.

Receba semanalmente VejaSP impressa mais acesso imediato às edições digitais no App Veja, para celular e tablet.

a partir de R$ 19,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos no site e ter acesso a edição digital no app.

Acesso ilimitado ao Site da VejaSP, diariamente atualizado.

Resenhas dos melhores restaurantes, bares e endereços de comidinhas de São Paulo.

Edições da VejaSP liberadas no App Veja de maneira imediata

a partir de R$ 12,90/mês