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“Tenho 50 anos e quero engravidar de novo neste primeiro semestre de 2021”

Lucimare Ramos congelou seus óvulos em 2006: “Não queria comentar com ninguém, guardei segredo porque ouvia comentários de pessoas que não aceitavam”

Por Helena Galante e Juliene Moretti 20 fev 2021, 11h56

A responsável por Lucimare Ramos, 50, ter decidido congelar seus óvulos foi uma grande amiga. O ano era 2006 — quando a prática ainda era pouco comum. “A irmã dessa minha amiga estava passando por uma situação delicada tentando engravidar e ela me perguntou por que eu não congelava meus óvulos, para evitar algo parecido”, lembra Lucimare, que sempre gostou de viajar, sair com as amigas e estudar (nem filhos nem casamento estavam nos planos).

Aos 36 anos, foi sozinha à clínica. “Não queria comentar com ninguém, guardei segredo porque ouvia comentários de pessoas que não aceitavam, não entendiam.” Por perto de catorze anos, foi pagando a anuidade e deixando o material congelado. Em 2018, já morando junto com seu companheiro, decidiu fazer a inseminação. A primeira tentativa não foi bem-sucedida. Na segunda tentativa, três embriões foram inseminados e vieram gêmeos, em placentas separadas. Um embrião se desenvolveu somente até a oitava semana, mas o outro prosseguiu sua formação. Em abril do ano passado, nasceu Sophia.

“Estava preocupada porque os óvulos corriam o risco de perder a qualidade por estar congelados por tanto tempo, mas não tive problema nenhum”, comemora. A experiência da maternidade — e o sucesso do congelamento — fez Lucimare recomendar o procedimento para amigas na faixa dos 35 anos. Para 2021, os planos são aumentar a família. “Vou começar de novo o tratamento, já fiz os exames e quero engravidar de novo agora neste primeiro semestre.”

+ Leia a reportagem de capa completa sobre o aumento da busca por congelamento de óvulos em SP

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