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Ocupação de UTIs dos hospitais municipais de São Paulo chega a 73%

Lotação dos hospitais municipais coloca em risco o atendimento de outros pacientes, como os que tratam de câncer ou do coração

Por Redação VEJA São Paulo 22 abr 2020, 09h25

A taxa média de ocupação das UTIs dos hospitais municipais chegou a 73% da capacidade nesta terça-feira (21). Pelas contas do governo de São Paulo, são mais de 6 mil pacientes internados pela Covid-19. As informações são do site G1.

A lotação dos hospitais municipais, alguns com a terapia intensiva totalmente ocupada, também coloca em risco o atendimento de outros pacientes, principalmente os que tratam de câncer ou do coração e que podem precisar de mais cuidados em uma UTI.

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Atualmente, os hospitais de São Paulo têm cerca de 6 mil pacientes, entre casos suspeitos e confirmados de Covid-19, internados em UTI e enfermarias.

A taxa de ocupação das UTIs no estado é, em média, de 60%. Na Região Metropolitana, 80%. O Hospital das Clínicas se aproxima do esgotamento de leitos, com taxa de ocupação de 92%. Em outros hospitais de referência, a capacidade já chegou aos 100%, como os hospitais de Parelheiros, em Itaquera; o de Cidade Tiradentes; e do Emílio Ribas.

Sobre a superlotação do Hospital das Clínicas, o superintendente do HC, Antonio Pereira, que voltou ao trabalho depois de se recuperar da Covid-19, disse ao G1 que vai transformar 100 leitos de enfermaria em leitos de UTI até o fim da próxima semana. Ele calcula que o pico das internações seja registrado na virada de abril para maio.

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