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Colapso: seis pessoas morrem por falta de oxigênio em município do Pará

De acordo com a prefeitura, também faltam leitos e medicamentos para pacientes de Covid-19

Por Redação VEJA São Paulo 19 jan 2021, 15h33

No município de Faro, no Pará, ao menos seis pessoas morreram nas últimas 24 horas por asfixia, de acordo com a prefeitura da cidade. A região enfrenta um colapso na área de saúde, com falta de oxigênio, leitos e medicamentos para pacientes da Covid-19. As cidades próximas, Terra Santa e Nhamundá, essa no Amazonas, também passam por uma situação crítica. 

Nesta terça-feira (19), o prefeito de Faro, Paulo Carvalho, comprou 20 balas de oxigênio em Santarém. Ele afirma que, assim como Manaus, a cidade paraense enfrenta uma crise em que a demanda é maior do que a quantidade devido ao comprometimento da produção de oxigênio

A gestão municipal de Carvalho, estimando um aumento de casos de Covid-19, aumentou os leitos, acrescendo mais 24 aos seis existentes. Um médico da UBS local afirmou que o oxigênio conseguido nesta terça-feira (19) garante somente dois dias de tratamento para os pacientes internados. 

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informou que duas empresas são responsáveis pelo fornecimento de oxigênio no estado do Pará. São elas a White Martins e Air Liquide. 

De acordo com a nota, a empresa White Martins produz 58 mil m3 por dia, quantidade suficiente para o abastecimento estadual. A Sespa também afirma que é responsabilidade das secretarias municipais de Saúde a manutenção de contratos e a compra dos produtos para abastecimento.

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