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Levantamento aponta escassez de medicamentos para intubação em SP

De acordo com o Conselho de Secretários Municipais de Saúde, diversos municípios estão sofrendo com falta de sedativos e bloqueadores neuromusculares

Por Redação VEJA São Paulo 9 abr 2021, 16h16

Segundo o levantamento do Conselho de Secretários Municipais de Saúde de São Paulo (Cosems/SP), aproximadamente 341 serviços municipais não possuem mais estoques de sedativos e cerca de 590 estão sem bloqueadores neuromusculares. As informações foram recolhidas até o dia 5 de abril. 

Ainda de acordo com esses dados, cerca de 893 serviços municipais possuem somente sete dias de estoque dos bloqueadores neuromusculares e, em relação ao sedativo, 568 possuem os itens para o mesmo período. Ambos os medicamentos são imprescindíveis para intubação de pacientes, ação que pode ser necessária após o agravamento de um caso de Covid-19. 

As informações foram obtidas pelo Consems através do Sistema de Monitoramento de Consumo e Estoque dos Medicamentos do Kit Intubação (MEDCOVID), desenvolvido pela secretaria estadual da Saúde de São Paulo através da Coordenadoria de Assistência Farmacêutica (CAF).

“Ao todo, 265 municípios representam os 1.514 serviços que estão em situação crítica de fornecimento de bloqueadores neuromusculares. Quanto aos sedativos, os 931 serviços correspondem a 275 municípios paulistas”, diz o texto da entidade. 

A secretaria estadual da Saúde de São Paulo afirma que o Ministério da Saúde não está enviando medicamentos em quantidades suficientes. O órgão federal não se manifestou.

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