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‘Kit intubação’ já está em falta em mais de 60% de unidades de Saúde de SP

Levantamento do Cosems foi feito na última terça-feira (13) e divulgado nesta quinta (15); faltam sedativos e bloqueadores neuromusculares

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 15 abr 2021, 15h56 - Publicado em 15 abr 2021, 15h55

Levantamento do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Cosems/SP) revela que mais de 60% dos serviços municipais já estão sem estoques de medicamentos do chamado “kit intubação”. O levantamento foi feito na última terça-feira (13) e divulgado nesta quinta (15).

Um deles é o bloqueador neuromuscular, remédio usado para relaxar a musculatura, a caixa torácica e ajudar o paciente a permanecer com ventilação mecânica. De acordo com o órgão, a medicação está zerada em 68% de serviços que atendem pacientes com Covid-19.  O estoque de sedativos, ainda de acordo com o Cosems, está em falta em 61% dos serviços municipais.

Chamado de kit intubação, a combinação dos medicamentos é usada para controlar movimentos e amenizar a dor do paciente intubado. Sem os remédios, a dor é muito intensa e os internados podem tentar arrancar o tubo com as mãos. Por esse motivo, médicos chegam a amarrar pacientes nas macas.

Pedido de São Paulo

O governo de São Paulo enviou um ofício ao Ministério da Saúde solicitando urgência no envio dos medicamentos. De acordo com a gestão Doria, é a nona vez que a secretaria de Saúde estadual envia ofício à esfera federal, sem sucesso.

Em nota enviada à VEJA SÃO PAULO, o Ministério da Saúde diz que aguarda a chegada de 2,3 milhões de medicamentos para intubação. “Os insumos foram doados por um grupo de empresas formado pela Petrobras, Vale, Engie, Itaú Unibanco, Klabin e Raízen. Os medicamentos saíram da China nesta quarta-feira. Assim que chegarem ao Brasil serão distribuídos imediatamente aos estados com estoques críticos dos insumos.”

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Ainda de acordo com a pasta, “a secretaria de Saúde de São Paulo recebeu em março e abril 1.394.957 medicamentos que compõem o kit intubação”.

O governador João Doria publicou em suas redes sociais os nove ofícios enviados à Saúde e acusou a pasta de descaso e omissão.

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