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Jovens na UTI são maioria pela 1ª vez desde o início da pandemia

Total de internados sem comorbidades também atinge o maior patamar até o momento

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 10 abr 2021, 18h19 - Publicado em 10 abr 2021, 18h17

Houve uma mudança no perfil dos infectados pela Covid-19 no país. De acordo com dados da Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira), as internações em UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) de pessoas com menos de 40 anos são maioria absoluta desde o começo da pandemia no Brasil, atingindo 52,2%.

Outro aumento marcante foi o de pacientes graves com necessidade de ventilação mecânica e que não apresentam nenhuma comorbidade. Eles correspondem a quase 1/3 do total (até fevereiro, eram 1/4 dos casos). Na contramão, as internações de pessoas acima de 80 anos despencaram 42%.

De acordo com Ederlon Rezende, coordenador da plataforma UTIs Brasileiras e ex-presidente da Amib, a causa desses dados se dá por novas variantes mais agressivas do vírus, pela falta de medidas sanitárias que afetam os jovens e pela imunização dos mais velhos.

“Embora os dados mostrem que a vacina pode estar tendo o efeito esperado entre os mais velhos já imunizados, eles também revelam que, ao se acharem imbatíveis, os jovens, muitos sem qualquer comorbidade, são agora as maiores vítimas da epidemia”, critica Rezende.

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