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Governo do Paraná anuncia convênio para produzir vacina russa

Governador e embaixador do país devem assinar acordo na quarta (12); em São Paulo, Doria disse que Butantan irá continuar com o imunizante chinês

Por Redação VEJA São Paulo 11 ago 2020, 16h50

O governo do Paraná anunciou um convênio com a Rússia para a produção da vacina Sputinik V. Nesta terça-feira (11), o presidente russo Vladimir Putin divulgou que o imunizante foi o primeiro contra a Covid-19 registrado no mundo, e disse que o item entrará em produção nos próximos dois meses para então estar disponível para a população do país.

Um acordo deve ser assinado na quarta (12) entre o governador Ratinho Júnior (PSD) e o embaixador da Rússia. Depois da assinatura o Paraná deve compartilhar o protocolo da vacina com a Anvisa para que agência libere a realização dos testes no país. O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) será o responsável pelas etapas de pesquisa até a distribuição da vacina, se houver a liberação da Anvisa.

O Paraná vinha discutindo a parceria desde julho. “É um laboratório de referência em termos internacionais. Após esse ajuste com o governo da Rússia, as tratativas tecnológicas e científicas começam. É importante nos pautarmos com prudência, segurança e transparência”, disse Jorge Callado, presidente do Tecpar, em entrevista para a GloboNews.

Em São Paulo, o governador João Doria (PSDB) disse que o Instituto Butantan não irá produzir a vacina russa. “Pelo Butantan, não. Houve uma procura, mas foi respondido que já temos uma associação com o laboratório chinês Sinovac para a produção da CoronaVac. Não faria sentido algum ter uma segunda alternativa no mesmo Butantan, cujo objetivo é o mesmo”, disse Doria à Rádio Bandeirantes.

A vacina russa é alvo de controvérsias. Cientistas de diversos países veem com cautela o imunizante pelo fato de o governo russo não ter disponibilizado informações sobre os protocolos utilizados nos testes. A Organização Mundial da Saúde afirmou que não vai recomendar a vacina enquanto não analisar os resultados dos testes clínicos, de acordo com Jarbas Barbosa da Silva, diretor-assistente da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), em entrevista para a Folha de S.Paulo. “Uma vacina só pode ser aplicada em qualquer lugar do mundo depois que realizar os ensaios clínicos das fases 1, 2 e 3 e comprovar sua segurança e sua eficácia”, afirmou Silva.

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