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‘Peguei a doença fazendo o que amo’, escreveu médico antes de morrer de Covid

Lucas Pires Augusto, de 32 anos, era apaixonado pela profissão e faleceu na véspera do Dia dos Pais

Por Redação VEJA São Paulo - 11 ago 2020, 12h33

O médico Lucas Pires Augusto, de 32 anos, morreu no último sábado (8) após ficar 12 dias internado em uma UTI de Maringá, no Paraná, para tratar a infecção pelo novo coronavírus. 

Lucas, que deixou a mulher, Camila, e dois filhos, Benjamin, de 2 anos, e a recém-nascida Isabella, sentiu os primeiros sintomas da doença em 20 de julho. “Peguei essa doença fazendo o que amo, cuidando dos meus pacientes com amor e dedicação. Faria tudo outra vez”, escreveu ele às 18h51 do dia 27 de julho, antes de ser encaminhado à unidade de terapia intensiva. 

Durante residência na USP de Ribeirão Preto, o médico apaixonado pela profissão fez parte da equipe responsável pela cirurgia de separação das gêmeas siamesas Maria Ysabelle e Maria Ysadora, que nasceram unidas pelas cabeças, em 2018. O médico norte-americano James Goodrich, que também fez parte da equipe, morreu em março vítima da Covid-19.

“Acho que o Brasil perdeu um grande médico, um grande neurocirurgião. Mas eu espero que a última mensagem dele ajude a conscientizar as pessoas da importância de levar essa doença a sério. Se essa mensagem ajudar, que haja menos mortes, porque as pessoas vão se conscientizar, eu acho que ele ficaria feliz se ele soubesse disso”, disse a irmã de Lucas em entrevista ao Jornal Nacional.

Até este momento, o Brasil já registrou 101 857 mortes por Covid-19.

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