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Doria diz que SUS terá 15 milhões de unidades da vacina do Butantan até dezembro

CoronaVac é desenvolvida pelo governo paulista em parceria com laboratório chinês

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 11 ago 2020, 20h19 - Publicado em 11 ago 2020, 20h09

O governador João Doria (PSDB) voltou a falar sobre a CoronoVac, a vacina que é desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. Durante entrevista para a CNN Brasil nesta terça-feira (11) o governador afirmou que caso a Anvisa aprove a vacina, ela estará disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) até dezembro.

“A partir de dezembro ficam prontas e haverá o primeiro lote já em dezembro, desde que tenhamos todas as etapas de testagem superadas e com sucesso”, afirmou para a emissora. “Se tudo corre bem, em dezembro, mediante aprovação da Anvisa, nós já garantimos 15 milhões de doses para aplicação”.

Fase 3

O governo de São Paulo iniciou a fase 3 de testes da CoronaVac no dia 20 de julho. São 9 000 voluntários em centros de pesquisas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná, além de Brasília. A pesquisa clínica é coordenada pelo Instituto Butantan e o custo da testagem é de R$ 85 milhões, valor subsidiado pelo governo. A vacina é inativada, ou seja, contém apenas fragmentos do vírus, inativos. Com a aplicação da dose, o sistema imunológico passaria a produzir anticorpos contra o agente causador da Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. No teste, metade das pessoas recebe a vacina e metade recebe um placebo, substância inócua. Os voluntários não sabem o que vão receber.

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