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Covid-19: Governo de SP anuncia testes rápidos em quem não tem sintomas

Exames serão aplicados na parcela da população que teve contato com infectados

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 30 abr 2020, 15h45 - Publicado em 30 abr 2020, 15h30

O governo de São Paulo informou nesta quinta-feira (30) que irá aplicar, a partir do dia 15 de maio, testes rápidos para a identificação de coronavírus em pessoas que tiveram contato com pacientes positivos para a doença mas permaneceram assintomáticas por mais de quatorze dias.

500 000 exames do tipo foram comprados pelo Instituto Butantan, com investimento de 30 milhões de reais. Outros 500 000 foram distribuídos pelo Ministério da Saúde.

Os testes rápidos apontam se o indivíduo teve o vírus pela detecção da produção de anticorpos no sangue, e demora cerca de 15 minutos para a obtenção de um resultado. Para que a modalidade seja eficaz, no entanto, é preciso aguardar o período chamado de “janela imunológica”, intervalo de tempo necessário para que o exame detecte a presença dos anticorpos. Segundo a Anvisa, estudos científicos apontam que no caso da Covid-19, esse intervalo é de sete a dez dias após o contato com o vírus.

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O governo afirma que profissionais da saúde e da segurança pública, população carcerária, doadores de sangue, idosos que vivem em casas de repousos e menores da Fundação Casa também poderão utilizar a modalidade. O teste rápido será indicado também para pessoas que manifestaram sinais leves da doença, após quatorze dias do fim dos sintomas.

“Estamos ampliando a estratégia de testagem da população e esperamos com isso ter uma melhor dimensão da curva de infecções no Estado de São Paulo. Isso é fundamental para a tomada de decisões no enfrentamento da pandemia”, afirma Dimas Tadeu Covas, diretor do Instituto Butantan.

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