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Fame

(Desde 2020)

Tipos de Restaurantes: Italianos

VejaSP:

Endereço: Rua Oscar Freire, 216 - Jardins - São Paulo - SP ver no mapa

Telefone: (11) 993644442

Site: instagram.com/fame_osteria/

Horário:

segunda-feira - Fechado

terça-feira 20:30 -

quarta-feira 20:30 -

quinta-feira 20:30 -

sexta-feira 20:30 -

sábado 13:30 - - 20:30 -

domingo - Fechado

A partir das

Faixa de preço: A partir de R$396,00

Informações adicionais: Reservas, Lugares/Capacidade total (16), Levar vinhos (permite) (R$ 150,00)

Resenha por Arnaldo Lorençato

Certamente, o Fame é um dos menores restaurantes da cidade, escondido em uma sobreloja localizável apenas pelo número 216 estampado na minúscula fachada, uma porta. São apenas dezesseis assentos para receber uma única rodada de clientes por refeição. Como um artesão, o romano Marco Renzetti, premiado também como chef do ano, prepara uma degustação numa cozinha aberta servindo quase que simultaneamente a todos os comensais. São receitas que variam e se mostram cada vez mais superlativas. Torça para encontrar, por exemplo, a ostra cozida no vapor com ouriço no caldo de presunto e jerez; o suppli al telefono, bolinho de fígado de pato e de galinha depositado no caldo das aves com um toque ácido; a lula na brasa de textura formidável com “creme” de panzanella, a salada de pão e tomate transformada numa pasta com cebola caramelada; e a garoupa no vapor finalizada na grelha e amparada por um sedoso creme de alcachofra. Para limpar o paladar, vem na sequência a salada de cogumelos enoki, eryngui e paris crus com folhas de azedinha em emulsão de salsinha. O menu traz ainda três pratos salgados, sempre em pequenas porções, para não empanturrar. O risoto de arroz italiano acquerello ao açafrão com tutano pode ser finalizado com trufas frescas dependendo da temporada. Cozi do com perfeição, o tortelli recheado de ragu genovês de costela e cebola é enriquecido por caldo de vitelo. Prato-assinatura de Renzetti, o molho carbonara clássico envolve um rigatoni que fica untuoso e dourado como uma joia. A introdução para o grand finale é com um sorbet de frutas amarelas (pêssego, maracujás doce e azedo, laranja e manga) banhado por zabaione. Revisto pelo inquieto cozinheiro, o tiramisu se transforma numa maravilha em duas camadas de creme mascarpone com gemas e claras em neve, biscoito de semolina embebido em café, quenelle de sorvete de chocolate e uma tela crocante de nibs de cacau por cima. Cabe uma crítica? Sempre. Logo na chegada, as pessoas são recebidas com pão do Tartaruga Panifício e fatias de um presunto cru de ótima qualidade. Ah, como seria bom se no lugar fosse oferecido um frio ou embutido preparado pelo próprio chef, como acontecia no extinto Osteria del Pettirosso, onde tudo começou. Uma última observação — e positiva: o serviço para lá de atencioso é conduzido com leveza por Erika, esposa de Renzetti. Para desfrutar esse banquete, pagam-se R$ 390,00, dos quais R$ 150,00 são depositados antecipadamente. Com tantos atributos, o restaurante ganha as cinco estrelas máximas de VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER.

Informações checadas entre agosto e outubro de 2021.

    Certamente, o Fame é um dos menores restaurantes da cidade, escondido em uma sobreloja localizável apenas pelo número 216 estampado na minúscula fachada, uma porta. São apenas dezesseis assentos para receber uma única rodada de clientes por refeição. Como um artesão, o romano Marco Renzetti, premiado também como chef do ano, prepara uma degustação numa cozinha aberta servindo quase que simultaneamente a todos os comensais. São receitas que variam e se mostram cada vez mais superlativas. Torça para encontrar, por exemplo, a ostra cozida no vapor com ouriço no caldo de presunto e jerez; o suppli al telefono, bolinho de fígado de pato e de galinha depositado no caldo das aves com um toque ácido; a lula na brasa de textura formidável com “creme” de panzanella, a salada de pão e tomate transformada numa pasta com cebola caramelada; e a garoupa no vapor finalizada na grelha e amparada por um sedoso creme de alcachofra. Para limpar o paladar, vem na sequência a salada de cogumelos enoki, eryngui e paris crus com folhas de azedinha em emulsão de salsinha. O menu traz ainda três pratos salgados, sempre em pequenas porções, para não empanturrar. O risoto de arroz italiano acquerello ao açafrão com tutano pode ser finalizado com trufas frescas dependendo da temporada. Cozi do com perfeição, o tortelli recheado de ragu genovês de costela e cebola é enriquecido por caldo de vitelo. Prato-assinatura de Renzetti, o molho carbonara clássico envolve um rigatoni que fica untuoso e dourado como uma joia. A introdução para o grand finale é com um sorbet de frutas amarelas (pêssego, maracujás doce e azedo, laranja e manga) banhado por zabaione. Revisto pelo inquieto cozinheiro, o tiramisu se transforma numa maravilha em duas camadas de creme mascarpone com gemas e claras em neve, biscoito de semolina embebido em café, quenelle de sorvete de chocolate e uma tela crocante de nibs de cacau por cima. Cabe uma crítica? Sempre. Logo na chegada, as pessoas são recebidas com pão do Tartaruga Panifício e fatias de um presunto cru de ótima qualidade. Ah, como seria bom se no lugar fosse oferecido um frio ou embutido preparado pelo próprio chef, como acontecia no extinto Osteria del Pettirosso, onde tudo começou. Uma última observação — e positiva: o serviço para lá de atencioso é conduzido com leveza por Erika, esposa de Renzetti. Para desfrutar esse banquete, pagam-se R$ 390,00, dos quais R$ 150,00 são depositados antecipadamente. Com tantos atributos, o restaurante ganha as cinco estrelas máximas de VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER.

    Informações checadas entre agosto e outubro de 2021.