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Morre Angela Maria, uma das rainhas do rádio

Cantora fez sucesso nas décadas de 50 e 60 e lançou trabalhos em parceria com Cauby Peixoto

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 30 set 2018, 11h28 - Publicado em 30 set 2018, 10h51

Uma das maiores estrelas da era do rádio, a cantora Angela Maria morreu na noite deste sábado (29), aos 89 anos. Ela estava internada no Hospital Sancta Maggiore, em São Paulo, e não resistiu a uma infecção generalizada. A cantora está sendo velada neste domingo (30) no Cemitério Congonhas, na Zona Sul.

Nascida Abelim Maria da Cunha, em Macaé (RJ), ela cantou em corais de igrejas durante a infância. Seu primeiro emprego foi como operária em uma fábrica. Em 1947, adotou o nome artístico de Angela Maria para frequentar programas de calouros e não ser descoberta pelos pais, que eram contra a carreira na música.

Seu primeiro grande sucesso veio em 1952, com a gravação do samba Não tenho você. Tornou-se a “rainha do rádio” após um concurso popular em 1954. No mesmo ano estreou no cinema, no filme Rua sem Sol. Outros sucessos em anos seguintes foram Fósforo queimado, Vida de bailarina, Orgulho, Ave Maria no morro e Lábios de mel.

Seu auge duraria até o final dos anos 60. Décadas depois, em 1982, lançou um álbum em parceria com Cauby Peixoto, primeiro encontro em disco dos dois grandes intérpretes da fase de ouro do rádio brasileiro. Em 1992, a dupla voltou a lançar um trabalho conjunto, batizado de Angela e Cauby ao vivo, após o show Canta Brasil.

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