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Débora Falabella abre espaço de teatro com irmã e planeja filme com marido

O Espaço Falabella, inaugurado em outubro na Vila Madalena, tem aulas ministradas por Cynthia, além de ensaios e workshops

Por Júlia Rodrigues
2 dez 2022, 06h00

Em um dos clássicos das telenovelas brasileiras, O Clone, produção de Glória Perez com Giovanna Antonelli e Murilo Benício exibida na TV Globo entre 2001 e 2002, Débora Falabella fez um de seus primeiros grandes papéis, Mel Ferraz, jovem que sofria com o vício em drogas. O que talvez nem todo mundo saiba é que, nos capítulos da reta final da trama, ela teve de ser substituída por sua irmã, a também atriz Cynthia Falabella. “Nós fizemos uma viagem para Belo Horizonte para divulgar a novela e foi lá que o Jayme Monjardim (um dos diretores) conheceu a Cynthia. Tempos depois, eu fiquei doente e tive de ficar internada por duas semanas e ele, desesperado, chamou ela”, lembra Débora. “Não acho que éramos tão parecidas naquela época, mas ele achou. As roupas não cabiam, porque eu pesava 10 quilos a mais do que a Débora”, diverte-se Cynthia com a lembrança. A dupla acaba de abrir o Espaço Falabella, local destinado a aulas, oficinas e workshops de teatro, na Vila Madalena.

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O espaço surgiu como uma demanda de Cynthia, que ministra aulas particulares de teatro, em especial para crianças e adolescentes. Fica na sobreloja de um empreendimento de brinquedos na Rua Aspicuelta, de onde dá para ver o Beco do Batman pela janela. Conta com uma sala de ensaios com capacidade para até vinte pessoas, uma sala de reuniões e uma cozinha de tamanho reduzido. “Estamos começando de modo pequeno, nosso sonho é no futuro, quem sabe, ter um teatro”, explica Débora. A ideia é que, além de receber turmas de jovens para cursos semestrais, previstos para começar em fevereiro do ano que vem, o espaço tenha workshops ministrados por atores convidados, leituras de textos dramatúrgicos e aluguel da sala para ensaios e criação de montagens.

Desde sua abertura, em outubro deste ano, o local já recebeu os workshops de iniciação em palhaçaria, de gravação de monólogos e de preparação para testes. No fim de semana (3 e 4 de dezembro), deve promover um workshop sobre a técnica Chubbuck, método desenvolvido pela preparadora de elenco Ivana Chubbuck e utilizado por grandes atores de Hollywood, como Brad Pitt e Charlize Theron.

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Com a autonomia proporcionada por um espaço próprio, as irmãs têm vários projetos em mente. “Pretendo dirigir uma nova peça infantil, com texto do nosso pai (o dramaturgo mineiro Rogério Falabella)”, adianta Cynthia. Débora, inclusive, deve ser uma das primeiras a utilizar a sala para ensaios. A partir deste mês, ela coloca em prática uma peça inspirada no livro de Mariana Carrara É Sempre a Hora da Nossa Morte Amém, que deve estrear em 2023. “Sonho com o dia em que eu vou tentar reservar um horário para ensaio e não vai ter mais”, brinca Débora. O novo empreendimento é também a manifestação da vontade de ambas de trabalhar juntas novamente, seja na direção, que já dividiram em duas peças infantis, seja em cena, parceria que aconteceu uma única vez em A Serpente, peça de Nelson Rodrigues que estreou em 2008.

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E não é só isso. Depois de protagonizar o filme Bem-Vinda, Violeta! (2022), produção argentino-brasileira do seu hoje marido Fernando Fraiha, que estreou neste ano e passou pela 46ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Débora planeja, em parceria com Fernando, fazer o primeiro longa — quando foi dirigida por ele em Bem-Vinda, Violeta!, eles ainda não estavam juntos. O filme, chamado A Cuidadora, foi selecionado pelo laboratório de cinema com sede no México Cine Qua Non e ainda não tem data para estreia.

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Publicado em VEJA São Paulo de 7 de dezembro de 2022, edição nº 2818

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