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Drica Moraes relembra encontro com doador de medula óssea

A atriz foi diagnosticada com leucemia em 2010 e precisava de doação para sobreviver

Por Redação VEJA São Paulo 21 out 2020, 10h56

Drica Moraes, atriz global de 51 anos, venceu a leucemia. Ela foi diagnosticada com a doença em 2010 e só poderia sobreviver com um transplante de medula. Foi devido a essa situação que ela conheceu Adilson, um eletricista de Presidente Prudente que realizou a doação por acaso e salvou sua vida. 

No programa Entrevista com Bial, da Rede Globo, a atriz relembrou o episódio de quando telefonou para seu doador. “Eu disse ‘Oi’. Ele disse ‘oi fia’. Não tinha roteirista para escrever esse diálogo, eu não sabia o que dizer, o que você ia falar para uma pessoa dessas? Ele falou ‘você tá bem, fia?’ Eu disse ‘eu tô bem, você salvou minha vida. Qual o seu nome?'”. Desde então, os dois mantém uma amizade.  

Drica chamou sua história de “saga da cura”. Seu filho adotivo estava com 1 ano de idade quando ela foi diagnosticada com a doença. Durante os procedimentos de quimioterapia, a atriz precisou ficar afastada de qualquer contato com outras pessoas. Na conversa com Bial, ela comparou o isolamento social vivido na pandemia com o que sofreu enquanto estava submetida ao tratamento.

O transplante de medula, de acordo com seu médico da época, só tinha 20% de chance de sobrevivência. 

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Doador que virou amigo

Adilson virou doador por acaso. “Ele estava fazendo um trabalho na beira do rio com o chefe e avistaram uma barraca do SUS. Os dois foram conferir o que estava acontecendo e ele resolveu doar”, contou Drica na entrevista. 

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Os dois só puderam se conhecer cinco anos após a doação devido os procedimentos burocráticos, como por exemplo, cartas de intenção. Ela explicou a situação. “Depois de cinco anos, se você não morreu, você pode conhecer o seu doador. Então, o INCA (Instituto Nacional de Câncer) me telefonou para eu falar com o meu doador”.

Depois de falar no telefone com Adilson, a atriz viajou até Presidente Prudente para conhecê-lo pessoalmente. “Eu o abracei e chorei muito. O roteirista e nem o dialoguista não teriam escrito nada”.

“Adílson estava acompanhado da filha e me levou para conhecer a família dele. Entramos no Chevette e fomos conversando pela estrada rodeada de mato. Foi uma coisa tão incrível”, relata a atriz. Ela ainda disse que quando a mãe do eletricista faleceu, ela chegou a viajar novamente até a cidade, tamanho o vínculo que criaram. 

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