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Biblioteca de SP celebra 15 anos das batalhas de poesia falada no Brasil

Programação inclui conversa com o poeta Marc Kelly Smith, criador do poetry slam

Por Luana Machado
Atualizado em 13 dez 2023, 15h27 - Publicado em 8 dez 2023, 16h58

A Biblioteca de São Paulo recebe a partir desta sexta-feira (8) um evento em comemoração aos 15 anos do ZAP!SLAM (Zona Autônoma da Palavra). As famosas batalhas de poesia falada se espalharam na capital paulista a partir de 2008 por meio da poeta Roberta Estrela D’Alva, após uma viagem para os Estados Unidos. Em solo americano, a artista conheceu Marc Kelly Smith, o poeta criador do poetry slam

No aniversário do ZAP!SLAM, o coletivo de Teatro Hip Hop Núcleo Bartolomeu de Depoimentos em parceria com a SP Leituras, associação de incentivo à cultura e literatura que gere as bibliotecas estaduais, organizam uma programação com um mini campeonato com os 15 vencedores do ZAP!SLAM e um bate papo sobre a presença crescente do slam nas escolas.

Além disso, a BibliOn recebe uma conversa com Marc Kelly Smith sobre a origem e caminhos dessa arte. “Tinha um sentimento que ia se espalhar pelos Estados Unidos. Mas nunca tinha viajado para outros países, e não imaginei que ia se espalhar internacionalmente”, conta o poeta.

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Apesar da barreira linguística, já que não fala português, Marc afirma estar ansioso para conhecer mais sobre o slam brasileiro. “Aqui, os poetas se encontram na rua, todo mundo performa ao ar livre. Eu quero ver isso, é muito diferente do que fazemos lá, dentro de clubes. A única coisa que fizemos parecida foi o National Slam em Chicago. Eu disse para os poetas saírem pelas ruas e, então, se formou uma audiência, mas os policiais pediram para a gente se retirar”, lembra. 

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O evento é transmitido também no YouTube da BibliOn, a biblioteca pública digital de São Paulo. Ele integra a Jornada Literária, iniciativa que promove a literatura no estado. “O slam atrai um público que normalmente não está na biblioteca, mas está compartilhando a poesia. E os slammers falam isso, que o slam e o sarau são a biblioteca pública da periferia. O slam é uma manifestação literária de grande importância e a biblioteca precisa conversar com isso”, afirma Pierre André Ruprecht, diretor executivo da SP Leituras. 

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De acordo com Marilia Marton, secretária da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, é importante ampliar a forma de acesso à literatura, principalmente entre os jovens. Segundo os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2022, realizados pelo Inep com 10.798 alunos de 599 escolas das redes públicas e privadas, metade dos estudantes brasileiros tiveram desempenho em leitura abaixo do nível 2. 

“Precisamos voltar a dar importância para a base da pirâmide. A leitura permeia nosso dia a dia e o slam trouxe para os jovens a busca pelo repertório. Quando você vê a capacidade desses jovens de pensar em palavras, rimas e em pouco tempo a gente percebe que não está tudo perdido. Ainda temos uma juventude em busca do poder da palavra”, diz Marilia Marton. 

Programação:

8/12

16h às 18h | Campeonato ZAP! dos ZAPs!

9/12

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11h às 12h | Conversa Poesia-encruzilhada – para quais caminhos leva o slam?

14h às 15h30 | 15 anos de slam no Brasil – Origens e rumos (com Marc Kelly Smith)

16h às 17h | Repescagem ZAP! dos ZAPs!

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17h às 18h | FINAL – ZAP! dos ZAPs!

Biblioteca de São Paulo, Av. Cruzeiro do Sul, 2630 – Santana (ao lado do metrô Carandiru). Acessível em Libras. 8/12, das 14h às 18h, e 9/12, das 11h às 18h. Gratuito.

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