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Arquitetos com iniciativa, com Sol Camacho

A arquiteta mexicana conta de sua pesquisa sobre o Copan, sua proposta de reforma do Estádio do Pacaembu e seu projeto social em Paraisópolis

Por Raul Juste Lores - 19 May 2020, 11h40

Em menos de dez anos morando em São Paulo, a arquiteta mexicana Sol Camacho se envolveu em diversas iniciativas na capital. No podcast #SPsonha, ela conta de sua pesquisa sobre o Copan, onde até abriu um restaurante (“La Central”). Fala de seu trabalho como diretora da Casa de Vidro-Instituto Bardi, de sua proposta de reforma do Estádio do Pacaembu para a concessionária que administra o complexo, e de seu projeto social em Paraisópolis. Ela, que estudou no México, em Paris e em Harvard, e trabalhou em escritórios de arquitetura em Nova York, fala da necessidade dos arquitetos “cavarem” trabalho e encomendas com temas que os apaixonam. “Até quando você conhece muita gente, o trabalho não chega. E eu não conhecia ninguém em São Paulo. Então fui atrás dos temas que me apaixonavam, bati em muitas portas”, relembra a arquiteta.

“Há 5 anos lutamos com a burocracia para construir um centro comercial e social em Paraisópolis, que seja sustentável financeiramente. As lojas bancariam os projetos sociais ali, e ainda daria uma nova sede para a Escola de Balé, que está em péssimas instalações hoje, com pilares no meio! Não é proibido, mas a lei não prevê um projeto privado em uma área de ‘interesse social’. Mas, em pleno terreno vazio, estamos fazendo dezenas de atividades para a comunidade, de esportes ao rap e à poesia”, conta Sol.
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