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Scalene retorna ao rock com novo disco, Labirinto; confira a entrevista

Vejinha ouviu em primeira mão o novo trabalho e conversou com o guitarrista da banda brasiliense, Tomás Bertoni, sobre o lançamento

Por Tomás Novaes 11 mar 2022, 10h10 | Atualizado em 11 mar 2022, 10h25
Imagem mostra três homens em corredor. Uma janela ilumina o ambiente.
O trio: Lucas Furtado, Gustavo Bertoni e Tomás Bertoni. (Wilmore Oliveira/Divulgação)
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A banda brasiliense Scalene faz seu retorno ao rock em grande estilo com seu quinto disco de estúdio, Labirinto (2022), lançado nesta sexta-feira (11).

Já faz três anos desde o último álbum de inéditas, Respiro (2019), que foi uma interessante guinada do grupo para a MPB. Hamilton de Holanda e Ney Matogrosso participaram do trabalho anterior da banda que ficou conhecida pela sonoridade stoner rock – uma mistura de doom metal, um heavy metal mais lento e melódico, com acid rock, que bebe da fonte do rock psicodélico.

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Os riffs marcantes e a guitarra distorcida, portanto, voltam com tudo no novo disco, desde a primeira faixa, Ouroboros. Essa volta às origens era algo já planejado pela banda. “Era parte do plano, a gente sentia que seria massa dar um tempo – para quando voltar, voltar arrebentando”, diz Tomás Bertoni, guitarrista da banda, em entrevista à Vejinha.

O respiro de sons mais pesados também coincidiu com a pandemia, que só tornou mais intenso o processo de criação das novas músicas. A jornada do autoconhecimento e as dores e desafios que isso pode proporcionar parecem ser o tema central do disco. “Na pandemia, dado o nosso contexto, a melhor ideia nos pareceu mergulhar pra dentro”, afirma Tomás.

Imagem mostra arte com fundo preto, detalhes em branco e diversos símbolos enfileirados no centro.
A capa do disco Labirinto. (Crédito/Divulgação)
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Todo o conceito do trabalho gira em torno da ideia do ciclo eterno uma busca incessante pelo “centro do labirinto”. Tomás explica a ideia por trás da ordem das faixas. “A ideia visual é que entramos no labirinto em Ouroboros, exploramos e chegamos ao centro. Lá tem um Jardim, que você chega e fica em paz. Ou é o começo de um novo labirinto?”, reflete, referindo-se à última faixa, Jardim.

Questionamentos filosóficos e letras densas são marcas já conhecidas da banda, fundada em 2009 em Brasília pelos irmãos Gustavo e Tomás, o baixista Lucas Furtado e o baterista Philipe Conde, que saiu do grupo no final de 2021. As baterias potentes de Labirinto são as últimas gravações do músico no grupo.

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O início explosivo do disco, com Névoa e a viciante Discórdia, é substituído aos poucos por músicas mais calmas, mas que não abandonam a sonoridade sombria que marca presença em todas as faixas. Influências de trip hop, em Sincopado, e pop punk, em Revés, ajudam a diversificar a sonoridade do álbum.

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As faixas Tantra e 27 são destaques e ocupam a metade do disco de 13 faixas, alcançando os momentos mais calmos do repertório. O rock pesado volta com 1=2 e não perde fôlego até o desfecho, Jardim, que traz uma sonoridade mais brasileira e se conecta com o disco anterior do grupo.

“A gente já lançou bons discos, a gente já teve vários tipos de reconhecimento, e esse álbum é o primeiro em quatro anos e meio de um som que a galera tá mais acostumada do Scalene – um som mais pesado”, sintetizou Tomás. Vale a pena escutar.

Ouça o disco nas plataformas digitais: https://ffm.to/labirinto_album

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