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“O emo 2022 tá diferente”, diz Di Ferrero, que prepara disco solo

O músico revela que pensou em deixar a música por um tempo após pausa com NX Zero e fala sobre o show no Hangar 110, casa histórica do rock paulistano

Por Tomás Novaes 11 jan 2022, 15h32

Diego José Ferrero, ou só Di, está livre, leve e solto. Em nova fase, o vocalista da banda NX Zero (em pausa desde 2017) prepara o seu primeiro disco solo, Uma Bad, Uma Farra, que será lançado em duas partes ainda no primeiro semestre deste ano.

A nova etapa também virá com uma comemoração dos old days. Diego fará um show mais que especial no próximo dia 20, em São Paulo. Terá gravação de clipe e participação de Badauí, do CPM22, tudo em um palco emblemático: o Hangar 110.

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A escolha do local não poderia ter vindo de outra pessoa senão do próprio artista. “O Hangar foi onde o CPM começou e a gente também. E lá faz parte da nossa história. O último show do NX antes da pausa foi lá no Hangar”, contou.

Imagem mostra homem de calça preta e moletom branco deitado sobre tapete, sorrindo e tocando uma guitarra vermelha
Di fará show no próximo dia 20 no Hangar 110, Bom Retiro. Perfexx/Divulgação

A pandemia não deixou barato para ninguém, mas para Di ela chegou muito rápido. Ele pegou Covid-19 ainda em março de 2020 – o primeiro caso registrado de Santa Catarina. E logo se isolou em sua casa em Florianópolis, onde mora. E foi a partir desse momento que ele começou a tocar em frente o seu disco solo, depois de 5 anos procurando entender seu voo sozinho.

“Esse período foi de experimentar. Pra ser sincero, eu tava bem inseguro”, contou sobre o período logo após a pausa do NX. “Até pensei em morar fora, nem fazer som também, porque eu tava numa fase com a banda de quase 17 anos sem parar”.

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Seu primeiro experimento solo foi um disco inteiro com participações de Emicida, Mahmundi, Paulo Miklos e Rael. Até clipe no Japão ele gravou – tudo sob o alterego “José”, seu nome do meio. Mas nunca foi lançado. “Eu pensei ‘Cara, como eu vou lançar essa loucura?’. Queria fazer algo realmente que eu nunca tivesse feito, sonoricamente falando”.

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Depois de singles, colaborações e o EP pop ‘Sinais’, lançado em 2019, o amadurecimento do seu disco solo veio em 2020. “Vem muito o sentimento de alívio depois dessa fase. Porque eu sei que eu fiz algo sozinho, eu busquei, eu fui atrás, eu com a minha cabeça”.

E o primeiro fruto desse novo projeto foi o single pop-punk Aonde é o Céu, lançado no final do ano passado. Com uma letra que toca no tema do cancelamento, Di falou também sobre a sua experiência como figura pública. Na sua visão, o ambiente da internet “no começo não era tão tóxico”, mas ele relembrou fases difíceis que passou à frente do NX Zero.

“Começou a ser violento ser emo”

Depois das bandas emo – como a Fresno, a ForFun e a própria NX – chegarem ao mainstream, Di conta que “enlouqueceu um pouco” com a volatilidade das tendências na época. “Teve esse momento pejorativo, ruim e até violento. Começou a ser violento ser emo”. Hoje, com 36 anos, ele olha para trás com a paz de quem vê esse nicho de volta, mais leve, com novos artistas – e de novas maneiras.

“Hoje ficou legal mesmo. Ficou cult, vintage. O emo 2022 tá diferente. Tá mais moderno, lógico, e a linguagem – o rock é a base – mas tem lá o trap, o rap e uma brasilidade também”, contou, citando o mexicano-brasileiro Sebastianismos, da banda Francisco el Hombre, que lançou em 2021 seu segundo disco solo.

E nessa nova pulsão emo 2022, Diego está animado para lançar o seu disco, prometido para depois do Carnaval. Serão lançados dois EPs, primeiro o Bad, em março, e depois o Farra, em abril, que Di revela que já estão finalizados. “A ideia toda de fazer uma carreira solo é fazer um álbum. Então agora eu estou seguro pra isso mesmo”.

O show no Hangar110 ocorrerá na próxima quinta-feira, dia 20, às 20h. Ingressos estão disponíveis no site: pixelticket.com.br/eventos

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