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Amanhecer – Parte 2: vi e não gostei

Mexer com filmes cultuados sempre causa polêmica perante os fãs (ou seriam fanáticos?). A saga Crepúsculo não foge à regra. Quem gosta, não apenas gosta: ama, venera, idolatra e não vê sequer um defeitinho nos livros e nas adaptações que surgiram a partir dos romances de Stephenie Meyer. Fui ver, com a maior das boas intenções, Amanhecer – […]

Por Miguel Barbieri Jr. Atualizado em 27 fev 2017, 11h52 - Publicado em 12 nov 2012, 12h00

Mexer com filmes cultuados sempre causa polêmica perante os fãs (ou seriam fanáticos?). A saga Crepúsculo não foge à regra. Quem gosta, não apenas gosta: ama, venera, idolatra e não vê sequer um defeitinho nos livros e nas adaptações que surgiram a partir dos romances de Stephenie Meyer. Fui ver, com a maior das boas intenções, Amanhecer – Parte 2, o desfecho da história de Bella, Edward e Jacob. Estava confiante, já que, Amanhecer – Parte 1 foi, de longe, o melhor longa-metragem da cinessérie. Saí da sessão frustrado e descontente.

Quero falar antes da minha ligação neutra com a saga. Cheguei a ler o primeiro livro, Crepúsculo, que havia virado uma mania mundial entre adolescentes. Só cheguei ao fim porque o filme iria estrear e precisava de uma comparação entre a literatura e o cinema. O texto de Crepúsculo, para mim, é primário, irritantemente explicadinho e, embora seu ponto de partida seja interessante (a paixão de uma humana por um vampiro), a trama se arrasta e não me convence. Mas é um fenômeno de popularidade –  disso não tenho dúvida.

Quando vi o primeiro filme, a frustração foi grande. Além dos diálogos ruins, a produção era cafona e os efeitos visuais deixavam a desejar. E, pelo amor de Deus, Hollywood conseguiu formar o casal mais insosso das últimas décadas com os queridinhos Robert Pattinson e Kristen Stewart (a atriz mais bem paga do cinema atualmente!!!). Sob o meu ponto de vista – o de um crítico e não de um fã – as duas sequências seguintes, Lua Nova e Eclipse, foram igualmente equivocadas.

Meus ânimos, porém, se aqueceram com Amanhecer – Parte 1. Achei a história mais redonda e com ritmo, gostei da produção do casamento, da lua de mel num Rio de Janeiro estereotipado e, como havia desistido de ler os livros, fiquei surpreso com a gestação inquietante de Bella e com o problemático nascimento de seu bebê. O fim deixou na minha boca um gosto de quero mais.

Não quero estragar a alegria e as esperanças de ninguém. Quem é fã, vai marcar presença nos cinemas. Para você ter uma ideia, 87 salas fazem pré-estreia na quarta (14), à 0h. No entanto, Amanhecer – Parte 2 é fraco. Gostei de duas coisas: uma sequência bastante violenta na última meia hora (não vou contar do que se trata) e a homenagem a todos os atores que participaram dos cinco filmes, que acompanha os créditos finais. Não gostei: da bebê Renesmee ser um pavoroso efeito de computação (foto acima), da horrenda fantasia de escola de samba do grupo B que usam as vampiras da Amazônia (um momento risível, diga-se de passagem), das flores simetricamente “plantadas” no campo para a cena do beijo de Bella e Edward (foto abaixo)… Ou seja: a produção continua brega, o casal de protagonistas continua sem sal e o texto e as atuações continuam artificiais. Bye bye, Crepúsculo!

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