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Procedimentos para mudança de sexo recomeçam no Hospital das Clínicas

Por Adriana Farias Nesta quarta (27), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a utilização dos moldes vaginais de silicone, chamados cientificamente de conformadores vaginais. As peças são fundamentais para o processo de mudança de sexo, realizado aqui na cidade no Hospital das Clínicas, por meio de planos de saúde ou gratuitamente, pelo SUS. […]

Por Ana Carolina Soares Atualizado em 26 fev 2017, 13h22 - Publicado em 28 jan 2016, 18h42
Durante três meses, a Anvisa interrompeu o uso do conformador vaginal, peça fundamental após a cirurgia de troca de sexo (Foto: Reprodução)

Durante três meses, a Anvisa interrompeu o uso do conformador vaginal (imagem acima), peça fundamental após a cirurgia de troca de sexo (Foto: Reprodução)

Por Adriana Farias

Nesta quarta (27), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a utilização dos moldes vaginais de silicone, chamados cientificamente de conformadores vaginais. As peças são fundamentais para o processo de mudança de sexo, realizado aqui na cidade no Hospital das Clínicas, por meio de planos de saúde ou gratuitamente, pelo SUS.

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Os procedimentos estavam suspensos desde outubro, porque a Anvisa havia suspendido a empresa Silimed, a fabricante dos produtos. As próteses são fundamentais no pós-operatório para a manutenção da neovagina.

Para passar pelo tratamento de mudança de sexo, o candidato precisa se inscrever em um posto de saúde. Depois, é atendido no Instituto de Psiquiatria do HC. Então, dependendo dos casos, passa por ambulatórios, como de Transexualismo e Transdisciplinar de Identidade de Gênero e Orientação Sexual. Até a cirurgia para a mudança de sexo, o processo leva pelo menos um ano.

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O Hospital das Clínicas afirmou que retomará os procedimentos entre o fim deste mês e início de fevereiro. Duas pessoas estavam na fila para o procedimento.

O problema de fabricação detectado pela Anvisa ocorreu em próteses mamárias, mas por questão de segurança, as autoridades suspenderam a comercialização de todos os produtos da Silimed até que a situação fosse regularizada.

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Segundo nota da Anvisa, “após análise e avaliação de risco sobre a presença de partículas de superfície identificadas nas próteses mamárias, a agência concluiu que não há evidências de que a presença de tais partículas nos implantes de silicone represente risco adicional ao que é inerente ao produto. No entanto, a Silimed ainda está impedida de fabricar e comercializar novos lotes dos implantes, até que seja realizada nova inspeção para reavaliação do cumprimento das boas práticas de fabricação”.

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A Silimed diz que a suspensão foi uma medida cautelar temporária da Anvisa que não está mais vigente. “A Silimed está autorizada a comercializar todos os seus produtos disponíveis em estoque”, informa. “Todas as medidas cabíveis junto aos órgãos reguladores nacionais e internacionais estão sendo tomadas para retomar a produção”.

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