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Tiago Abravanel fala mal da tia, Patrícia: ‘Não é questão de opinião’

O ator, cantor e apresentador fez desabafo sobre fala com teor homofóbico

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 3 jun 2021, 10h21 - Publicado em 2 jun 2021, 09h59

Tiago Abravanel foi às redes sociais nesta terça-feira (1º) falar sobre a postura da tia, Patrícia Abravanel, após ela tecer comentários sobre relacionamentos homossexuais.  O ator, cantor e apresentador classificou a fala como homofóbica e disse que o comentário o pegou de um jeito muito mal.

Por isso, resolveu gravar um vídeo para expressar o que sentiu no momento. “Em primeiro lugar, orientação sexual não é uma questão de opinião. É uma questão de respeito. Você não precisa ser como eu, mas precisa respeitar quem eu sou e ponto final”, disse.

“Opinar você opina se uma roupa é bonita ou feia para você. Se você quer café ou chá ou se você gosta de doce ou salgado. A orientação sexual não é da opinião de ninguém. A não ser da pessoa que escolheu ser aquilo que ela é. Escolheu não. Ela nasceu assim”, emendou Abravanel.

Patrícia também disse que membros da comunidade LGBTQIA+ precisavam ser mais tolerantes com quem erra ou é mais “conservador”. “Eu acho que não é questão de tolerância. Pessoas sofrem e morrem por isso. Quando um casal de gays está na Avenida Paulista e leva lâmpada na cabeça não dá tempo de explicar. Não é a gente que sofre que tem que ensinar”, afirmou ele.

O cantor e ator finalizou o vídeo se prontificando a ajudar Patrícia a entender melhor as pautas LGBTQIA+. “Quando vai na TV ao vivo e fala o que acredita ou bem entende você é responsável por aquilo. Não dá para passar mão na cabeça”, concluiu.

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Fala polêmica

A filha de Silvio Santos disse durante o programa Vem Pra Cá, do SBT, que pessoas gays deveriam compreender a quem ela chamou de ‘conservadores’, além de debochar da sigla LGBTQIA+. Ela comentava a polêmica envolvendo Caio Castro e Rafa Kalimann, que compartilharam um vídeo com teor homofóbico de um pastor, que diz não concordar com casamento gay, mas respeitar.

“Acredito que nós, mais velhos e que fomos educados por pais mais conservadores, estamos aprendendo, estamos nos abrindo, mas é um direito também das pessoas respeitarem. Por que não concordar em discordar? Podemos ter opiniões diferentes, e tudo bem! Tudo é muito enfatizado, muito polemizado”, afirmou Abravanel.

“Acho que, assim como LGBTYH (sic), não sei, querem o respeito, eles têm que ser mais compreensíveis com aqueles que hoje ainda não entendem direito ou estão se abrindo para isso”, continuou ela. “O que vou falar para o meu filho? Como falar? Então tem que ter respeito, compreensão e não fazer um massacre. Não é por força, poder, mas por diálogo, conversa, respeito.”

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