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Imprensa britânica se revolta com entrevista de Harry e Meghan

Conversa com Oprah foi ao ar neste domingo (7) na CBS; temas polêmicos foram tratados e veículos saíram em defesa da Coroa

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
8 mar 2021, 18h09

A entrevista que o príncipe Harry e sua esposa, Meghan Markle, concederam à Oprah foi ao ar neste domingo (7) na CBS e causou ampla repercussão nos tabloides britânicos nesta segunda-feira (8). O casal fez revelações impactantes sobre diversos assuntos à apresentadora. Os veículos britânicos não viram com bons olhos a conversa. Apesar da reação negativa dos veículos tradicionais, as redes sociais teceram uma corrente de apoio a Meghan e Harry, e algumas personalidades se pronunciaram.

Alguns dos temas que mais chocaram na conversa foram a preocupação, por parte de membros da família real, sobre qual seria a cor do primeiro filho do casal, a decepção do príncipe com o pai, que parou de o atender no telefone, o medo de Harry de ‘ver a história se repetir’; as mentiras e, principalmente, os pensamentos suicidas que rondaram a mente de Meghan. Abaixo, veja como os três principais tabloides e redes de televisão do Reino Unido trataram o tema.

Daily Mail

Meghan afirmou que havia uma preocupação entre alguns membros da realeza sobre a cor de pele de Archie, primogênito do casal, nascido em 2019. Por isso, na edição impressa desta segunda-feira (8), o Daily Mail estampou a manchete “Meghan acusa o Palácio de Racismo“, seguida por outros destaques da entrevista, como a declaração de que ela teve pensamentos suicidas.

“Eu tinha muita vergonha de falar à época e vergonha de ter que admitir para o Harry, especialmente, porque eu sei quantas perdas ele sofreu, mas eu sabia que se não falasse, eu faria, e eu simplesmente não queria mais estar viva”, disse Meghan. “Tudo estava acontecendo apenas porque eu estava respirando.”

Nenhum dos dois citou nomes de quem teria expressado preocupação com a cor da pele de Archie, mas Meghan afirmou ter uma “suposição bastante segura” que, para os envolvidos, a possibilidade de o primeiro filho do casal ter a pele mais escura era um problema.

Harry afirmou que o racismo foi uma das principais razões que motivou a saída do casal do Reino Unido e disse que precisou se colocar no lugar de Meghan para entender o escrutínio e o preconceito que ela enfrentava como mulher negra.

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“Passei muitos anos fazendo o trabalho e aprendendo por conta própria. Mas então, na minha educação e no sistema em que fui criado e a que fui exposto, eu não estava ciente disso. Mas, meu Deus, não demorou muito para repentinamente tomar consciência disso”, disse ele sobre as questões raciais.

O site do tabloide também destacou a declaração da atriz norte-americana: incluiu um banner em que se lia a frase “Eu quis me matar”. Na manhã desta segunda, o jornal também publicou artigos com repercussões favoráveis à família real, procurou explorar contradições entre as falas do casal e questionou quão preparada Meghan estava para fazer parte da realeza britânica.

O jornal ainda classificou como inconsistente o relato sobre a discussão acerca da cor da pele de Archie. Fizeram essa afirmação sob o pretexto de enquanto Meghan disse que a conversa teria ocorrido quando ela estava grávida, Harry deu a entender que o assunto surgiu no palácio antes mesmo do casamento entre os dois — o casal se uniu formalmente em maio de 2018, e a gravidez foi anunciada em outubro do mesmo ano.

The Sun

O tablóide The Sun especulou que “Meghan Markle pode nunca mais retornar ao Reino Unido depois de irritar a família real com uma entrevista bombástica a Oprah”. Segundo o jornal, há fontes no Palácio de Buckingham temendo que o casal possa ter “queimado suas pontes” por não antecipar à realeza o conteúdo que seria exibido.

Depois de ter usado o termo “Megxit”, em paródia à saída do Reino Unido da União Europeia para se referir à crise entre Meghan e a família real, o Sun fez um novo trocadilho: na capa desta segunda (8), havia a palavra “Megxile”, uma junção do nome da atriz com a palavra em inglês utilizada para “exílio”.

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Em sua versão impressa de hoje, o jornal também deu a informação de que a rainha Elizabeth II não assistiria à entrevista. Depois, o Sun atualizou que ela foi informada sobre as declarações do neto e de sua esposa após o café da manhã nesta segunda-feira.

O site do tabloide também dá detalhes do relato de Harry segundo o qual a rainha teria subitamente desfeito um convite para uma visita dois dias antes do anúncio de que eles estavam se afastando da família real para trabalhar na América do Norte e conquistar a própria independência financeira.

Daily Express

O Daily Express estampou na capa de sua edição impressa uma foto da rainha Elizabeth II acompanhada de uma frase atribuída a ela — “dever e família nos unem” — e de uma crítica direta ao casal.

“Isso que é serviço público, Harry e Meghan… não uma conversa conveniente com a Oprah”, disse a manchete do tabloide que, em suas primeiras páginas, trouxe um texto principal intitulado “Uma nação real apoia sua rainha”. Na edição da última sexta-feira (5), o jornal pedia a Harry que, “pelo amor da rainha e do príncipe Philip”, ele interrompesse a “guerra de palavras”.

Programas televisivos

Na mídia televisiva, a entrevista de Harry e Meghan também não foi bem-vinda. 

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No  programa Good Morning Britain, o apresentador Piers Morgan começou sua aparição na televisão nesta manhã dizendo estar “com raiva a ponto de ferver” e “enjoado” por conta da entrevista. Para ele, Harry “metralhou” sua família e isso foi “tão desleal”. Ele também criticou eles terem concedido a entrevista enquanto o príncipe Phillip, marido da rainha Elizabeth II, está internado após uma cirurgia cardíaca.

“Ele tem atacado sua família inteira na TV global enquanto o príncipe Phillip está no hospital. A América está destruindo nosso país e destruindo nossa monarquia agora”, opinou.

Já o comentarista Nile Gardiner publicou um artigo no site da Fox News intitulado “Entrevista de Meghan Markle a Oprah foi um insulto à rainha e ao povo britânico”.

“A entrevista foi um exercício mesquinho de mesquinhez e rancor, sem um pingo de graça ou humildade da ex-atriz. Também foi mal cronometrado, com o avô de Harry, o príncipe Philip, o duque de Edimburgo se recuperando de uma cirurgia no hospital aos 99 anos (ele faz 100 anos em junho)”, repreendeu Gardiner.

Apoio das redes sociais

Ao contrário da reação dos veículos britânicos mais tradicionais, as redes sociais mostraram empatia e deram muito apoio a Meghan e a Harry após a transmissão da entrevista. Os nomes dos ex-membros da família britânica, assim como o da Oprah e de termos relacionados à entrevista estiveram entre os trending topics do Twitter. 

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Até algumas personalidades mundiais mostraram apoio nesse momento. A tenista Serena Williams, amiga de longa data de Meghan, foi a principal delas. Em seu perfil do Instagram, fez um texto elogiando a coragem do casal de trazer certas questões, como o racismo, à tona. 

“Estou muito orgulhosa de você por ser tão corajosa. Eu sei que nunca é fácil. Você é forte, tanto você quanto Harry. Eu amo você”, escreveu na legenda do post.

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A atriz Gabrielle Union-Wade também declarou seu apoio. Na localização do post, escreveu: “Nós estamos com você, irmã” e escreveu: “Você já sabe que horas são. Espero que todos nós continuemos a nos unir em torno das mulheres que ousam defender a si mesmas e aos outros. Nós vemos você, nós apoiamos você, nós protegemos você”.

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Já a atriz Jameela Jamil afirmou que Meghan foi “muito digna e protetora com aqueles que fizeram o pior”.

“Podemos, por favor, parar um momento para lembrar o quão obsceno foi o comportamento da imprensa e do palácio em antecipação a uma entrevista que na verdade acabou sendo bastante vaga e mansa? O que eles ACHAM que Meghan e Harry iam dizer? O que eles devem ter feito para ficar com tanto medo?”, questionou ela em seu perfil do Twitter.

Em seguida, compartilhou um post que critica a posição do apresentador Piers Morgan.

“Piers Morgan, que é um homem branco, está nos dizendo que ‘não acredita’ que a forma como Meghan tem sido tratada pela imprensa britânica e pela The Firm (como a coroa inglesa é referida) é por causa do racismo. Quando os brancos tentam ser árbitros do que é ou não considerado racista, não ficam com vergonha?”, diz o post.

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