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“Cazuza — Pro Dia Nascer Feliz, o Musical” chega a São Paulo em julho

Mais um ídolo nacional ganha os palcos no novo país dos musicais. E até que demorou um tanto para Agenor de Miranda Araújo Neto (1958-1990) ser transformado em personagem de teatro. Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz, o Musical entra em cartaz esse final de semana no Rio de Janeiro e tem estreia prevista para […]

Por Dirceu Alves Jr. Atualizado em 27 fev 2017, 00h02 - Publicado em 3 out 2013, 17h37

Emílio Dantas: o ator carioca protagoniza o musical sobre Cazuza (Fotos: Leo Aversa)

Mais um ídolo nacional ganha os palcos no novo país dos musicais. E até que demorou um tanto para Agenor de Miranda Araújo Neto (1958-1990) ser transformado em personagem de teatro. Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz, o Musical entra em cartaz esse final de semana no Rio de Janeiro e tem estreia prevista para julho em São Paulo, possivelmente no Teatro Procópio Ferreira. A temporada carioca se realiza no Theatro Net Rio, em Copacabana, de quintas a domingos, com ingressos a R$ 100,00 e R$ 150,00.

Escrito por Aloísio de Abreu e dirigido por João Fonseca, o espetáculo revisita um dos maiores nomes do pop e da MPB, vitimado pela aids aos 32 anos. Para viver Cazuza, o escolhido foi o ator carioca Emílio Dantas, de 30 anos, que integrou o elenco de Rock In Rio – O Musical e tem participações em novelas da Record, como Máscaras e Dona Xepa.

No palco ainda estão Susana Ribeiro (Lucinha Araújo), Marcelo Várzea (João Araújo), Yasmin Gomlevsky (Bebel Gilberto), Thiago Machado (Frejat), André Dias (Ezequiel Neves), Bruno Fraga (Maurício Barros), Bruno Narch (Serginho), Bruno Sigrist (Guto Goffi), Saulo Segreto, (Dé Palmeira), Dezo Mota (Caetano Veloso) e Fabiano Medeiros (Ney Matogrosso).

Cazuza e Lucinha Araújo: a atriz Susana Ribeiro interpreta a mãe do compositor

O dramaturgo Aloísio de Abreu deu um depoimento ao blog sobre o artista e a preparação do espetáculo. 

No palco com Cazuza

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“O Cazuza do espetáculo é o mesmo que todos conheceram: debochado, agressivo, doce e encantador. O temperamento contraditório — um amor de pessoa, mas que não se furtava de chamar uma menina de “feia” do nada — é uma marca forte da personalidade dele e está em vários episódios. Esses episódios vão formando a narrativa, que avança obedecendo a viradas importantes na vida dele: a juventude no teatro, a poesia brotando, a descoberta da música, o estrelato com o Barão Vermelho, as drogas, a separação da banda, a carreira solo, descoberta da doença, mudança no rumo da poesia e das composições dele e a morte no auge.”

Um artista de grandes novidades

“Sempre achei o Cazuza um cara que falava o que muita gente da minha geração pensava ou sentia e agia. As músicas eram — e ainda são — uma crônica comportamental e emocional dos jovens de 30 anos atrás. E totalmente atemporal. Cazuza fazia uma poesia que tinha — digo, tem — uma enorme comunicabilidade. Até hoje. Cazuza é compreendido e amado por todas as classes sociais e por pessoas de todas as idades. As letras tinham uma consistência singular na época, uma sonoridade e urbanidade diferentes, por exemplo, das de Rita Lee ou das de Raul Seixas. Veja bem, diferentes — nem melhor, nem pior!”

História inédita

“Teve uma passagem muito divertida que não deu pra botar no espetáculo. Eram tantos episódios engraçados ou dolorosos que se eu pusesse tudo a montagem duraria seis horas (risos). Os rapazes estavam indo tocar no Rock in Rio, e um deles dirigia o carro, se não me engano, um buggy. Um cara passou por eles e fez uma barbeiragem. Eles gritaram “porra, seu veado”. O motorista voltou e começou a fazer ameaças — era um sujeito muito mal-encarado. O cara afrontou: ‘quem foi o veado que me xingou?’. Debochados, um a um começaram a gritar ‘eu’, ‘eu’, ‘eu’! E arrancaram morrendo de rir. Quem me contou foi a Lucinha Araújo, mãe dele, a quem eu recorri muito para ouvir histórias e checar informações.”

Canções prontas para o teatro

“Desde o início, escolhi as músicas dele como eixo dramático. A seleção foi feita obedecendo aos fatos, reflexões e viradas. O Cazuza compôs músicas muito teatrais, que se adequaram bem a essa linguagem. Vem Comigo, Codinome Beija-Flor e Exagerado rendem ótimos duetos ou tercetos. Down em Mim ou Mal Nenhum são solilóquios bacanérrimos. Mais Feliz vira um ensemble emocionante. A música e a poesia dele me ajudaram a construir a dramaturgia e, agora, fazem parte do meu show.”

Barão no teatro: Saulo Segreto (Dé Palmeira), Bruno Sigrist (Guto Goffi), Thiago Machado (Frejat), Emílio Dantas (Cazuza) e Bruno Fraga (Maurício Barros) 

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