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Mariana Barros - Morar em SP Por Blog

Minibiografia de edifícios: Metropolitano e Galeria Metrópole

A praça Dom José Gaspar, no centro da cidade, é uma das mais bem arborizadas da região. Fica bem atrás da biblioteca Mario de Andrade, na esquina das avenidas São Luís e Consolação. Não bastassem as próprias árvores, a praça conta ainda um pequeno quintal-jardim ao fundo, a charmosíssima Galeria Metrópole. O Edifício Metrópole e Centro […]

Por admin Atualizado em 27 fev 2017, 11h21 - Publicado em 28 fev 2013, 17h01

O edifício Metropolitano, com a galeria no térreo (Foto José Moscardi via Vitruvius)

A praça Dom José Gaspar, no centro da cidade, é uma das mais bem arborizadas da região. Fica bem atrás da biblioteca Mario de Andrade, na esquina das avenidas São Luís e Consolação. Não bastassem as próprias árvores, a praça conta ainda um pequeno quintal-jardim ao fundo, a charmosíssima Galeria Metrópole.

O Edifício Metrópole e Centro Metropolitano de Compras (nome de batismo do complexo) foi erguido em 1960, numa época em que as galerias ainda faziam grande sentido na cidade. As pessoas circulavam muito mais a pé e era dessa forma que resolviam o que tinham para resolver. A era dos shoppings veio em seguida, a partir da inauguração do Iguatemi, em 1966. Outra tendência daquela época eram os conjuntos multiusos, que reuniam torres comerciais com espaço térreo para cinemas, restaurantes, lojas e uma infinidade de serviços. O Conjunto Nacional, um dos maiores expoentes dessa fórmula (e ainda em grande forma), é de 1956. O interessante desses edifícios é que você entra neles sem nem perceber. Estão no mesmo nível da rua e, se você seguir caminhando, logo estará naturalmente percorrendo seus corredores.

Os corredores circundam o vão central. Ao fundo, a torre de escritórios (Fotos: Mariana Barros)

As copas das palmeiras no meio do espaço

 

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As charmosas escadas rolantes com desenho em “x”

Os arquitetos por trás das linhas deste complexo são Gian Carlo Gasperini (1926) e Salvador Candia (1924 – 1991). Ambos empataram em primeiro lugar no concurso promovido para eleger a melhor proposta para o edifício. Gasperini e Candia à época trabalhavam sozinhos e decidiram somar forças para criar uma ideia conjunta para aquele espaço. Como relembra Gasperini: “Um dia, encontrei um engenheiro com quem tinha feito algumas obras e ele me disse que comprara um terreno na esquina da avenida São Luís com a praça da biblioteca, onde ele pretendia fazer o melhor prédio de São Paulo. Abriu concurso, me candidatei e, no final, sobraram o Salvador Candia e eu. Então vieram me dizer que o júri estava confuso, uns gostavam mais do projeto de Candia e outros do meu.  Eu disse que podíamos fazer o projeto juntos, e assim foi resolvido. Na verdade, nossas propostas tinham o conceito básico muito parecido. Assim, fizemos a Galeria Metrópole juntos. Esse concurso deu grande impulso a minha carreira e permitiu a consolidação do escritório” (via arcoweb).

Gasperini viria a originar o Aflalo e Gasperini, um dos maiores escritórios de arquitetura da atualidade, cuja trajetória virou livro premiado no ano passado. Salvador Candia uniu-se a outros artistas e intelectuais para fundar o MAM (Museu de Arte Moderna) em 1948, participando das bienais organizadas pelo museu. Trabalhou ainda com figurões como Rino Levi, Oswaldo Bratke e Vilanova Artigas.

Por vários anos, a Galeria Metrópole teve uma das salas de cinema mais concorridas da cidade, com ótima programação. Hoje abriga principalmente restaurantes, agências de turismo, salões de beleza, lojas e até um escritório de arquitetura, o Hereñú + Ferroni Arquitetos, sobre o qual falaremos em breve. No ano passado, a galeria revelou sua faceta pop ao abrigar a Gambiarra, tradicional festa itinerante paulistana.

A entrada da galeria

O piso no nível do solo

Os ladrilhos coloridos conduzem os pedestres da praça à galeria

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