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Memória

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Uma viagem no tempo às décadas passadas por meio de suas histórias, costumes e curiosidades.
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Dez medicamentos que marcaram a infância de muita gente

Alguns ardiam, tinham gosto ruim ou cheiravam mal, mas todos funcionavam

Por Roosevelt Garcia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 27 jun 2017, 17h34 - Publicado em 27 jun 2017, 17h33

Puxando pela memória, dá pra lembrar de vários comerciais do passado, coisas dos tempos da televisão movida a carvão, quando TV a cabo não era nem sonho. Geralmente, lembramos de propagandas de cerveja, brinquedos, produtos de limpeza e carros.

Mas, se formos ainda mais fundo na memória, dá para relembrar alguns “reclames” de remédios, quando isso era muito incomum na televisão. Produtos pioneiros em seus segmentos arriscavam um espaço publicitário na telinha para garantir que o consumidor se lembrasse da sua marca. E não é que isso acabou dando certo?

Vitaminas eram as campeãs de comerciais, mas antissépticos também tinham seu minuto de glória. Lembrando de remédios antigos, dá para recordar aqueles que nunca tiveram anúncios na TV ou revistas, mas que nossas mães certamente conheciam e compravam sempre que necessário. Alguns sobreviveram aos anos e ainda podem ser encontrados hoje, mesmo que remodelados. Outros, no entanto, caíram completamente no esquecimento. Veja uma lista com alguns exemplos:

• Fosfosol
No mercado desde a década de 50, dizia ser a solução para os problemas de memória. Foi bastante comentado enquanto esteve disponível, gerando até sátiras como este quadro da TV Pirata abaixo. Sumiu das prateleiras nos anos 90.
https://www.youtube.com/watch?v=Q4Kwz4JOaaQ

 

• Regulador Xavier
Quando eu era criança, ficava imaginando o que o tal do Regulador Xavier regulava. O comercial que passava a toda hora na TV não era nada explicativo, mas certamente o público alvo, as mulheres, sabia do que se tratava. O “santo remédio” foi registrado no Brasil em 1930 e é vendido até hoje.

(Reprodução)

 

• Emulsão Scott
Também conhecido com “óleo de fígado de bacalhau”. É uma fonte de vitaminas A, D e K, além de ácidos graxos e minerais. Nossos pais e avós conheciam bem este remédio, mas, hoje, apesar de ainda se encontrar para vender, não é muito popular. Atualmente, está disponível também em versões com sabores como laranja e morango.

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(Reprodução)

 

• Óleo de rícino
Melhor laxante dos tempos dos nossos avós, o óleo de rícino é feito da semente da mamona. Serve também para reduzir as dores, melhorar o sistema imunológico, aliviar irritações na pele e também como antibacteriano. Por ser um poderoso hidratante, hoje é usado até para dar brilho e fortalecer os cabelos.

(Reprodução)

 

• Anapyon
Antes dos Listerines e Cepacóis, havia o Anapyon, antisséptico que servia para inflamações na garganta, gengivites, estomatites e laringites, além de tratar aftas e mau hálito. Feito totalmente à base de ervas, o Anapyon original ficou mais de cinquenta anos no mercado.
https://youtu.be/AvNi-JEi6VM

 

• 1 Minuto
Nos anos 70, essa era a melhor solução para acabar com a dor de dente rapidamente. Depois de usar pela primeira vez, descobri o porquê. Isso cheirava tão forte e tinha um gosto tão ruim, que a gente esquecia na hora que estava com dor de dente. E ainda escreviam na embalagem “não queima a boca”. Realmente não queimava, ele derretia toda a gengiva. Mas… funcionava!

(Reprodução)

 

• Merthiolate
Toda criança nos anos 70 e 80 que ralou o joelho conhece bem o Merthiolate, que ardia demais ao ser passado no machucado, mas fazia a ferida secar rapidamente. Desde os anos 90, com nova fórmula, não arde mais. E não parece que ele não é a mesma coisa que antes? A gente tinha a impressão de que o ardor mostrava que o remédio funcionava. Sem arder, não tem mais o mesmo efeito. Será isso psicológico?

(Reprodução)

 

• Biotônico Fontoura
É um dos medicamentos mais antigos ainda vendidos. Sua história começou em 1910 quando o farmacêutico Cândido Fontoura criou um fortificante para sua esposa, que tinha a saúde debilitada. Um amigo seu foi quem batizou o produto de Biotônico Fountora. O nome do amigo: Monteiro Lobato! Até 2001, o produto continha 9,5% de álcool, mas nesse ano a Anvisa proibiu que artigos destinados às crianças tivessem álcool em sua fórmula.

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(Reprodução)

 

• Vitasay
O primeiro multi-vitamínico vendido no Brasil tinha Pelé como garoto-propaganda. Vitasay surgiu nos anos 70, e ainda hoje é comercializado, agora também em outras versões, como Vitasay Stress.

(Reprodução)

 

• Minancora
Nas farmácias desde 1912, a pomada Minancora serve para diversos problemas de pele, como espinhas, frieiras e picadas de insetos. Também é um ótimo cicatrizante. Dizem até que clareia a pele manchada. Sua embalagem mudou muito pouco nos últimos 100 anos.

(Reprodução)

 

 

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