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Um dos homens mais próximos de Doria na prefeitura apoiará Márcio França

"Tenho respeito por ele, mas acho que Doria deveria ter terminado o mandato para concluir seu compromisso com a população de São Paulo", disse

Por Estadão Conteúdo
23 out 2018, 09h39

Um dos mais próximos auxiliares de João Doria (PSDB) na Prefeitura de São Paulo, o advogado Anderson Pomini, ex-secretário municipal da Justiça do tucano, declarou nesta segunda-feira, 22, o apoio ao governador Márcio França, candidato do PSB ao Palácio dos Bandeirantes. 

A decisão foi mais um capítulo no jogo de forças nos bastidores do partido. Apesar de não ser filiado ao PSDB, Pomini foi pressionado por setores da legenda a se unir a França. 

Há no interior do Estado uma migração de prefeitos tucanos para a campanha do pessebista. Muitas deles foram clientes de Pomini, que é especialista em direito eleitoral. 

“Um homem público precisa ter palavra e cumprir seus compromissos, por isso vou votar no França. E não estou só, pois muita gente do próprio PSDB também o apoia”, disse Pomini ao Estado.

O advogado, que coordenou a área jurídica da campanha de Doria à Prefeitura em 2016, também afirmou que o candidato do PSDB ao governo paulista deveria ter terminado o mandato.

“Tenho respeito por ele, mas acho que Doria deveria ter terminado o mandato para concluir seu compromisso com a população de São Paulo”, disse. 

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Em 8 de outubro, dia seguinte ao primeiro turno da eleição, a executiva municipal do PSDB decidiu expulsar o ex-governador Alberto Goldman, o secretário estadual de Governo, Saulo de Castro, e mais 15 tucanos por infidelidade partidária.

Desafeto de Doria, Goldman tem publicado vídeos contra o ex-prefeito e não escondeu a preferência por Paulo Skaf (MDB) no primeiro turno. 

A decisão sobre as expulsões, porém, foi desautorizada pela direção nacional executiva do PSDB, que é presidido pelo ex-governador Geraldo Alckmin, candidato derrotado da legenda à Presidência. 

Em agenda de campanha no sábado, 20, na região de Parelheiros, na zona sul de São Paulo, Doria minimizou a debandada de tucanos. “É bom que fiquem com Márcio França, inclusive depois da nossa vitória. As esquerdas se unem”, disse o candidato. 

Entre os prefeitos do PSDB que trocaram Doria por França estão Paulo Alexandre Barbosa, de Santos, Ademir Lindo, de Pirassununga, e Fábio Marcondes, de Lorena. 

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Procurada, a assessoria de Doria disse que ele não comentaria as declarações de Pomini. Aliados do ex-prefeito minimizaram nesta segunda-feira a decisão do ex-secretário de apoiar a candidatura do governador Márcio França. “Ele não tem nenhum voto. Tenho dúvidas se ele teria os votos da própria família. É uma surpresa que não nos preocupa”, disse o prefeito de São Bernardo do Campo Orlando Morando (PSDB), um dos tucanos mais próximos a Doria.

Pomini foi um dos homens fortes durante a passagem de Doria pela Prefeitura e também coordenou o departamento jurídico da vitoriosa campanha do tucano em 2016. Ele deixou a administração junto com Doria, em abril deste ano, e desde então se afastou do ex-prefeito.

Segundo o deputado estadual Marco Vinholi (PSDB), líder do partido na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Pomini não tem “protagonismo político” e a declaração não causará efeito nenhum na campanha de Doria. Apesar de não ser filiado ao PSDB, Pomini advogou para vários prefeitos da legenda no interior do Estado. Ele é especializado em Direito Eleitoral. 

As defecções de aliados de Doria têm sido exploradas pelo adversário Márcio França na campanha. O candidato do PSB tem dito nos debates na TV que o tucano “não tem amigos” e “está sozinho” na eleição porque “trai seus aliados”. 

Já o tucano Daniel Annenberg, que é secretário municipal de Inovação e Tecnologia desde o início da gestão Doria, declarou nesta segunda nas redes sociais apoio ao petista Fernando Haddad na eleição presidencial contra Jair Bolsonaro (PSL), candidato apoiado pelo ex-prefeito.

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“Tenho divergências com o PT, mas jamais apoiaria a candidatura de uma figura pública que nada fez pelo País em toda sua trajetória política, que vocifera violência, faz chacota da tortura e flerta com a ditadura militar”, afirmou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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