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SP tem quase 1 300 obras atrasadas que já custaram 50 bilhões de reais

Entre as que lideram o ranking está uma escola municipal no interior, cuja construção está paralisada há 14 anos

Por Redação VEJA São Paulo 24 set 2020, 15h08

O estado de São Paulo contabilizou no segundo trimestre deste ano 1 248 obras públicas paralisadas ou atrasadas. A informação vem de um levantamento do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP). Os empreendimentos já custaram cerca de 50,2 bilhões de reais ao contribuinte.

Os dados do TCE foram colhidos com todos os municípios do estado, exceto a capital, que tem um tribunal de contas próprio. Do total, 631 obras estão paralisadas enquanto 617 estão atrasadas. Quase 85% das obras são do âmbito municipal, e somam 2,5 bilhões de reais em contratos. Os outros 15% são obras estaduais, mas que somam quase todo o valor de contrato de obras atrasadas ou paralisadas: 47,7 bilhões de reais.

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21,9% das obras são destinadas para a área da educação. Em seguida aparecem áreas como equipamentos urbanos (16,6%), mobilidade urbana (11,7%) e saúde (10,82%). Entre as fontes dos recursos, 38,9% das construções são convênios com o governo federal e 33,1%, estadual.

A atrasada mais cara

A Linha 6-Laranja está paralisada há mais de quatro anos. A obra, que deveria ser entregue em 19 de maio de 2020, já custou 23 bilhões de reais em valores iniciais de contrato. Em julho, um grupo espanhol assumiu as obras para a conclusão da linha.

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A Linha 4-Amarela do Metrô também aparece entre as dez construções com atrasos mais caras. O empreendimento já gerou uma despesa de mais de 858 milhões de reais ao estado. A execução da obra civil e bruta e dos acabamentos, incluindo os serviços remanescentes para conclusão da fase 2 da Linha 4, está atrasada e deveria ter sido concluída em janeiro deste ano.

Recorde

Uma escola na cidade de Bauru, interior paulista, é a que tem o maior atraso no cronograma. A Escola Municipal de Ensino Fundamental Vera Lúcia Pereira Arlindo está parada há 14 anos, desde 27 de setembro de 2006. Ela já custou 1,5 milhões de reais aos cofres públicos.

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