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Caso Robinho: Santos pode ficar sem patrocinadores após escândalo

Dezesseis empresas podem romper com o time caso haja contratação do jogador, prejuízo estimado em 28 milhões de reais; famosos também se manifestaram

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 17 out 2020, 14h42 - Publicado em 16 out 2020, 17h38

Nesta sexta-feira (16), foram reveladas transcrições dos grampos que levaram Robson de Souza, conhecido como Robinho, a ser condenado a nove anos de prisão por violência sexual de grupo contra uma jovem de origem albanesa. Sete patrocinadoras do Santos se manifestaram contra a contratação do jogador, que estava em tratativas com o clube, mas o risco pode ser maior. 

De acordo com a Placar, 16 patrocinadores podem deixar o Santos. Juntos, eles rendem ao clube 28 milhões de reais anuais. Kicaldo, Kodilar, Tekbond, Grupo Foxlux, Unicesumar, Casa de Apostas e Philco são as empresas que já se manifestaram em relação ao caso. Além delas, a Orthopride, empresa de ortodontia, rompeu contrato com o Santos antes mesmo da divulgação das transcrições. 

Em nota, Kicaldo, Tekbond, Philco e Casa de Apostas afirmaram que, em caso de não haver rescisão de contrato com Robinho, elas retirarão o patrocínio. Umbro e Oceano B2B ainda não se posicionaram. A Brahma, cerveja da Ambev, afirmou em nota oficial que seu contrato de patrocínio com o Santos se encerrou em 1º de outubro de 2020 e que não será discutido a renovação enquanto Robinho estiver no clube. 

Famosos repercutem o caso

Diversas celebridades comentaram o caso nas redes sociais. O apresentador Luciano Hulk apagou uma foto antiga que possuía no seu Instagram com Robinho.

Walter Casagrande, ex-jogador de futebol e atual comentarista na Rede Globo, se mostrou preocupado com a situação no Brasil e disse que a sociedade tem que “parar de aceitar sacanagem como qualquer coisa normal”. 

“Eu estou assustado com a sociedade brasileira. Não é o apedrejamento do Robinho, é o apedrejamento da moral da sociedade brasileira. Não podem se inverter os valores. O Robinho está condenado a nove anos de prisão por violência sexual na Itália. Recorreu, mas, neste momento, é condenado. Eu fico assustado com o que acontece no Brasil”, falou em gravação do programa Globo Esporte. 

Vejam algumas declarações nas redes sociais de outras celebridades sobre o caso. 

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Reprodução/Instagram/Veja SP
Reprodução/Instagram/Veja SP

 

A defesa do jogador afirma que houve um “equívoco de interpretação” em relação às conversas gravadas com autorização judicial e nega que o atacante seja culpado pelo crime.

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