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“Vontade de mandar a conta para o ministro”, diz Doria sobre gastos com André do Rap

A recaptura do traficante deve custar 2 milhões de reais para São Paulo

Por Redação VEJA São Paulo - 16 out 2020, 14h56

Nesta sexta-feira (16), em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, a gestão estadual de São Paulo anunciou que a força-tarefa para recaptura do traficante André do Rap deve custar aproximadamente R$ 2 milhões ao estado.

“A despesa para recuperar o fugitivo André do Rap, que foi liberado por um habeas corpus do ministro Marco Aurélio de Mello, representa para os cofres públicos de São Paulo cerca de R$ 2 milhões. Me dá vontade, inclusive, de mandar a conta para o ministro”, afirmou João Doria, governador de São Paulo.

Segundo o governador, o valor deve ser desembolsado ao longo de 2 meses de operação. Além de São Paulo, agentes da Polícia Federal, e as polícias civis do Paraná e Santa Catarina continuam atrás do traficante desde que voltou a ser considerado foragido da Justiça.

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Entenda o caso

O traficante André Oliveira Macedo, conhecido como André do Rap, um dos chefes do Primeiro Comando da Capital, é suspeito de ter deixado o país. André do Rap foi libertado da Penitenciária de Presidente Venceslau, no interior paulista, na manhã do sábado (10), após ter um habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello. O presidente do STF, Luiz Fux, suspendeu a decisão horas depois e determinou que o traficante voltasse à prisão. Ele, no entanto, não foi encontrado.

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Investigadores acreditam que ele possa estar no Paraguai. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que policiais dos departamentos Estadual de Investigações Criminais (DEIC), de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e de Operações Policiais Especiais (DOPE) estão em diligências desde a tarde do sábado (10) para tentar encontrar André do Rap.

Quem é André do Rap

O traficante foi preso em setembro de 2019 durante uma operação policial. Ele estava em um condomínio de luxo em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. De acordo com a polícia, ele exerce posição de chefia no PCC, gerenciando remessas de cocaína à Europa.

Quando foi preso, ele chegou a São Paulo em um helicóptero particular. João Doria (PSBD), governador de São Paulo, disse que mandou a polícia realizar uma força-tarefa para encontrar o criminoso. Ele também criticou a decisão de Marco Aurélio Mello.

O ministro do STF alegou, na decisão, que André do Rap estava preso há muito tempo provisoriamente. A legislação, que mudou recentemente, determina que prisões desse tipo sejam revistas a cada 90 dias.

Quando foi libertado no último sábado (10), o traficante alegou que morava no Guarujá, no litoral de São Paulo, mas não foi encontrado no endereço informado.

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