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Ricardo Nunes sanciona lei e Rua Sérgio Fleury vira Frei Tito

O delegado é apontado como um dos torturadores do frade católico durante a ditadura militar; para autores, projeto é “reparação histórica e simbólica”

Por Redação VEJA São Paulo 27 set 2021, 16h48

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) sancionou, no último sábado (25), o projeto de lei aprovado na Câmara Municipal que mudou o nome da Rua Doutor Sérgio Fleury, na Vila Leopoldina, na Zona Oeste da capital, para Rua Frei Tito de Alencar Lima. O delegado Fleury é apontado como um dos torturadores de Frei Tito durante a ditadura militar

A proposta, de autoria dos vereadores Arselino Tatto (PT), Antonio Donato (PT), Jamil Murad (PCdoB), Juliana Cardoso (PT), Reis (PT) e Professor Toninho Vespoli (PSOL), tem como objetivo uma “reparação histórica e simbólica”. Com a sanção do prefeito, a rua sem saída que fica numa travessa da Avenida Imperatriz Leopoldina passa a levar o nome do Frei.

“Vivemos tempos difíceis e sombrios, há um movimento de negação da existência da ditadura militar em nosso país, e Frei Tito é prova de que o regime ditatorial não só existiu como a tortura cometida naquele período o levou ao suicídio. É uma reparação histórica que seu nome substitua o do delegado Fleury, um dos seus principais torturadores”, afirmam os autores do projeto de lei.

Sérgio Fleury foi delegado do Departamento de Ordem Política e Social de São Paulo (Dops) durante a ditadura militar, na década de 60. Ele é apontado como um dos torturadores de Frei Tito, frade católico que atuou em um grupo de resistência à ditadura militar, foi perseguido pelo regime e sofreu sessões de tortura no Dops.

Em 2010, a Câmara Municipal aprovou um projeto de lei que acrescentou incisos à Lei 14.454, que trata de nomes de logradouros públicos e parques. Com a mudança, ficou permitida a alteração das denominações e nomes de ruas que até então homenageavam pessoas apontadas por violar os direitos humanos.

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