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Procon-SP pede valor limite de 500 reais para movimentações no Pix

Presidente da instituição disse que iria responsabilizar "os bancos" pelas perdas que consumidores sofrerem com golpes

Por Redação VEJA São Paulo 16 set 2021, 16h24

O Procon- SP pediu a representantes do Banco Central que um valor limite de 500 reais por mês seja implementado para movimentações financeiras no Pix como medida de segurança.

A instituição solicitou ainda que o Banco Central apure qual o valor máximo utilizado pela maioria dos usuários até que os mecanismos de segurança sejam aperfeiçoados. A solicitação ocorre em um momento em que sequestros-relâmpagos e golpes por meio do Pix se tornam cada vez mais recorrentes na capital paulista.

“Nós iremos responsabilizar os bancos pelas perdas que o consumidor sofrer com esses golpes”, disse o presidente do Procon-SP, Fernando Capez. O órgão solicitou ainda que uma possibilidade de estorno seja implementada na plataforma. “Em abertura de novas contas, pelo menos durante 30 dias, que seja permitido estorno e bloqueio de movimentação até que se confirme que [o usuário] se trate de um cliente idôneo e não um laranja”, afirmou Capez.

Em agosto o Banco Central anunciou limite de transações via Pix para 1 000 reais durante o período das 20h às 6h em resposta aos crimes que se utilizam da plataforma.

De acordo com o Procon, o órgão recebeu de janeiro a agosto mais de 2 500 reclamações sobre o Pix, com demandas como devolução e reembolso e dificuldades de contato com o SAC do serviço.

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