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Prefeitura de São Paulo inicia retirada dos jardins verticais do Minhocão

Quatro dos setes jardins começaram a ser removidos na última quarta-feira (16); custo para desmontar as estruturas passa de R$ 1 milhão

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 21 set 2020, 16h23 - Publicado em 21 set 2020, 16h12

A prefeitura de São Paulo iniciou a retirada dos jardins verticais do Elevado Presidente João Goulart, o Minhocão. Quatro dos sete jardins começaram a ser removidos na última quarta-feira (16), e a situação deve seguir assim pelas próximas semanas. A Prefeitura terá que pagar para desmontar as estruturas R$ 1,077 milhão devido a uma compensação ambiental. A continuidade do Elevado será decidida num plebiscito futuramente.

A remoção foi reivindicada após a gestão Bruno Covas não cumprir o acordo de manutenção. Era previsto o ressarcimento dos custos adicionais de energia e água, valores estimados entre R$ 400 até R$ 1 000 mensais, para cada prédio. Descontente, parte dos condomínios desligou o sistema de irrigação das plantas e levou o caso à Justiça, conseguindo decisão favorável. Três ainda seguem com as instalações.

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Após desligar o sistema de irrigação, parte dos moradores começou a reclamar da maior presença de insetos. Além disso, o ressecamento das plantas também preocupou o Edifício Bonfim após um laudo técnico apontar risco de incêndio. “(Por causa do jardim) também teve a negativa do Corpo de Bombeiros para o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros)”, conta Julio Cesar da Silva, o advogado do condomínio, em entrevista ao Estadão. Ele pede na Justiça o pagamento de multa de R$ 200 000 devido ao atraso na remoção.

Procurada pelo Estadão, a gestão Covas ressaltou que o acordo previa a retirada dos jardins após três anos nos edifícios que não aceitassem renovar o acordo. “Em 16/09/20, foi iniciada a montagem dos balancins e tapumes de um dos edifícios”, acrescentou.

Os três remanescentes

Os jardins verticais recebem elogios de moradores por auxiliar no conforto térmico e sonoro, além de atrair pássaros. Por enquanto, permanecerão nos Edifícios Huds, Santa Cruz e Blackford, sendo este último da Universidade Mackenzie.

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No entanto, a instituição de ensino fez uma ressalva. Em caso de enfraquecimento dessa política e se a prefeitura indicar a impossibilidade de sua manutenção, irá solicitar a retirada.

Além das três fachadas, a cidade possui o muro verde da 23 de Maio, o qual também teve problemas. A prefeitura contratou em 2020 uma empresa para a manutenção. O custo mensal é de R$ 128 376.

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