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Passageiros vivem terror em avião durante turbulência fortíssima em SP

Aeronave enfrentou rompantes de vento, o que causou sensação de 'montanha-russa', e teve de fazer pouso de emergência

Por Redação VEJA São Paulo 27 out 2021, 11h18

Um forte turbulência gerou pânico e caos em um voo da companhia aérea Azul no último domingo (24). O avião, que saiu de Viracopos, em Campinas, com destino a Presidente Prudente, teve a rota alterada por causa das condições climáticas e precisou fazer um pouso de emergência.

Os passageiros desembarcaram em São José do Rio Preto (SP), já de madrugada, e tiveram que complementar o deslocamento de ônibus ao longo de mais três horas, durante uma tempestade. 

Segundo depoimentos, os passageiros viveram momentos de terror durante o período. Os relatos contam que o avião se movia como uma montanha-russa, subindo e descendo no ar com muita intensidade. Uma comissária de bordo chegou a bater a cabeça e cair no chão.

A turbulência durou cerca de uma hora e, de acordo com os passageiros, o comandante não emitia avisos. Houve apenas um, padrão para área de instabilidade, logo no início do contratempo. Depois, avisou perto do pouso a mudança de rota e se desculpou pelos ‘rompantes de vento’ que não estavam previstos no radar.

A Azul disse, em nota, que o voo AD5069 enfrentou uma “forte turbulência” e que “alguns clientes e tripulantes não se sentiram bem”. “O pouso e o desembarque aconteceram normalmente e os clientes e tripulantes que desembarcam em São José do Rio Preto receberam todo o atendimento necessário da equipe local da Azul, sendo reacomodados via terrestre até Presidente Prudente”, afirmou.

A turbulência foi causada por uma junção de fatores, como a passagem de uma frente fria, a atuação de um sistema de baixa pressão atmosférica e o fluxo contínuo de calor e umidade vindos da Amazônia, de acordo com o Climatempo.

Em tempo: turbulências não derrubam avião. “As aeronaves são projetadas para aguentar esse e outros tipos de fenômenos meteorológicos, como chuvas e relâmpagos. Não há perigo no chacoalhar do avião”, afirma a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

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